Ações europeias recuam por preocupações com resultados corporativos

terça-feira, 19 de novembro de 2013 15:54 BRST
 

Por Francesco Canepa

LONDRES, 19 Nov (Reuters) - As ações europeias fecharam em queda nesta terça-feira, num pregão de baixo volume, após declarações negativas do investidor bilionário norte-americano Carl Icahn ter atraído atenções para o desempenho misto da temporada de balanços, interrompendo o rali que levou o índice alemão DAX à máxima histórica.

O índice FTSEurofirst 300, que reúne os principais papéis do continente, recuou 0,65 por cento, para 1.295 pontos.

Icahn afirmou durante o encontro Reuters Global Investment Outlook que as bolsas de valores podem ver forte queda, uma vez que os preços das ações estão altos e os resultados de muitas companhias foram impulsionados mais por baixos custos de financiamento do que esforços administrativos para promover o desempenho.

Embora as declarações de Icahn digam respeito principalmente aos Estados Unidos, elas levaram investidores a voltar a atenção para fundamentos das companhias. Na Europa, os balanços ainda não refletem desdobramentos econômicos.

Analistas têm constantemente reduzido estimativas de lucro para empresas europeias desde o início do ano, mostrou a Datastream, num momento em que as ações acumulam alta de 15 por cento graças a estímulos de bancos centrais e sinais de melhora econômica.

"Os mercados se moveram antecipadamente em relação a onde está a economia, então eu não me surpreenderia se houver um recuo no curto prazo", disse Chris Hiorns, do Ecclesiastical Investment management, que administra o equivalente a 2,2 bilhões de libras (3,54 bilhões de dólares) em ativos.

"Estou segurando mais dinheiro do que estava no início do ano porque não acredito que há pressa para colocar recursos no mercado neste momento", emendou.

Investidores buscarão mudanças no tom do Federal Reserve, banco central dos EUA, em discurso do presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, sobre as condições econômicas e a política monetária e do chairman do Fed, Ben Bernanke, sobre "Comunicação e Política Monetária" mais tarde.   Continuação...