ThyssenKrupp está perto de vender unidade nos EUA; brasileira CSA fica de fora de negócio

quarta-feira, 20 de novembro de 2013 10:59 BRST
 

FRANKFURT, 20 Nov (Reuters) - A alemã ThyssenKrupp está se aproximando da esperada venda de sua unidade de aço nos Estados Unidos, tendo também chegado a um acordo para resolver uma ação judicial sobre a prática de cartel, abrindo caminho para a necessária captação de recursos no mercado.

As ações da maior siderúrgica da Alemanha, no entanto, operavam em queda de mais de 2 por cento, à medida que se torna claro que o acordo não inclui a venda da deficitária fábrica da empresa no Brasil, a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA).

A ThyssenKrupp vem tentando há mais de um ano e meio encontrar comprador para a Steel Americas --composta pela unidade norte-americana e pela usina siderúrgica no Brasil--, negócio que vem drenando dinheiro da empresa nos últimos anos.

A transação vem em um momento em que os Estados Unidos vivem uma fase de reindustrialização com os preços baixos de energia incentivando os fabricantes a aumentar a produção.

Mas os problemas na Steel Americas são mais profundos do que o preço da energia. A operação tem sofrido porque foi subestimado o custo de suprir a planta do Alabama com placas de aço do Brasil, devido a problemas operacionais, a valorização da moeda brasileira e ao aumento dos custos trabalhistas.

Mais cedo nesta quarta-feira, a Thyssen afirmou que tinha concordado, a princípio, em pagar a estatal ferroviária alemã Deutsche Bahn compensações por seu papel em um cartel ferroviário, e que provisões já feitas devem cobrir o custo.

"A ThyssenKrupp está lentamente se movendo na direção certa", disse o analista da Jefferies Seth Rosenfeld.

Três pessoas familiarizadas com o assunto disseram à Reuters que a ThyssenKrupp estava em negociações exclusivas para vender a fábrica em Calvert, no Estado do Alabama, para um consórcio formado pela ArcelorMittal e Nippon Steel. Uma das fontes disse que os interessados estavam propensos a pagar 1,5 bilhão de dólares pelo negócio.

"Eles estão perto de uma solução. Um acordo é possível na próxima semana ou na outra", afirmou uma das pessoas à Reuters, nesta quarta-feira.   Continuação...