Oi está confiante que pode financiar negócios móveis se necessário, diz CEO

quarta-feira, 20 de novembro de 2013 17:07 BRST
 

BARCELONA, 20 Nov (Reuters) - A Oi, maior grupo de telefonia fixa do Brasil, está confiante que pode levantar recursos se decidir buscar aquisições para impulsionar sua participação no mercado de telefonia móvel, seguindo a sua fusão com a Portugal Telecom.

Zeinal Bava, que se tornou presidente-executivo da empresa combinada Oi e Portugal Telecom após a fusão anunciada em outubro, não descartou uma venda de ações para financiar um acordo móvel ou reduzir a dívida da empresa.

Ao falar durante uma conferência nesta quarta-feira, Bava afirmou que não se sente "confortável" com os níveis de dívida do grupo após o acordo, que será de cerca de 3,2 vezes o lucro principal anual.

"Claro, não nos sentimos confortáveis sobre esse nível", disse ele, acrescentando que o mercado provalvemente irá preferir níveis de dívida próximos a duas vezes o lucro principal.

A empresa resultante da fusão precisaria levantar recursos para financiar qualquer aquisição maior no mercado de telefonia móvel no Brasil, que é dominado por quatro empresas mas pode ser reduzido a três se a controladora da líder do mercado Vivo, a espanhola Telefónica buscar uma cisão ou venda da TIM Brasil, controlada pela Telecom Italia.

Analistas têm dito que a Oi, a quarta colocada no mercado de telefonia móvel em participação de mercado, poderia comprar parte da TIM junto com rivais em caso de cisão. Nenhuma das principais empresas brasileiras poderia comprar por completo a TIM, que analistas avaliam em 8,9 bilhões de euros, devido temores antitrustes.

A Telefónica é a maior acionista na Telecom Italia e tem poder de decisão na estratégia do grupo no Brasil apesar de serem rivais no país. Anteriormente, fontes disseram à Reuters que a Telefónica pretende vender a TIM no segundo semestre de 2014.

"Vamos continuar a monitorar o que acontece no Brasil", disse Bava. "Temos capacidade de olhar para aquisições se quisermos, mas neste momento nosso foco é em simplificar nossa estrutura corporativa com a conclusão da fusão. Assim que fizermos isso, podemos olhar para outras coisas."

Espera-se que a fusão entre Oi e Portugal Telecom seja concluída no primeiro semestre do próximo ano.   Continuação...