21 de Novembro de 2013 / às 12:07 / em 4 anos

BR Properties vende galpões à WTGoodman por R$3,18 bi; ações disparam

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A BR Properties fechou o maior acordo de venda de ativos de sua história, o que fazia suas ações registrarem a maior alta diária desde abril de 2011 nesta quinta-feira. A companhia de investimentos em imóveis comerciais concordou em vender 34 imóveis industriais e de logística para o grupo WTGoodman por 3,18 bilhões de reais.

“Apesar de gostar dos ativos -não víamos nenhum problema neles -, o preço nos pareceu bastante interessante e por isso acabamos vendendo”, disse à Reuters o diretor financeiro e de relações com investidores da BR Properties, Pedro Daltro.

A WTGoodman é uma joint-venture entre a construtora brasileira WTorre e a australiana Goodman, criada em novembro do ano passado.

A BR Properties vai usar os recursos da venda, que será paga à vista e em dinheiro, para reduzir dívida líquida, recomprar ações e pagar dividendos extraordinários a acionistas.

Segundo Daltro, a divisão destes recursos vai depender da negociação da dívida da companhia com credores. Ao final do terceiro trimestre, a dívida líquida da BR Properties era de 4,5 bilhões de reais.

O executivo disse, ainda, parte dos recursos da venda dos galpões poderá ser empregada pela BR Properties em uma eventual aquisição de ativo, caso surja alguma oportunidade. “Mas não tem nada no curto prazo no nosso radar”, afirmou.

A expectativa é de que o negócio seja fechado entre 60 e 90 dias, disse Daltro. Esta conclusão está sujeita a aprovações regulatórias e ajustes no valor da transação após diligência da WTGoodman sobre os ativos.

SALTO

As ações da companhia abriram em forte alta após o anúncio do negócio, saltando perto de 9 por cento às 14h11, para 19,5 reais. No mesmo horário, o Ibovespa tinha queda de 0,4 por cento.

A venda envolve 100 por cento dos ativos imobiliários de galpões industriais e de logística de propriedade da BR Properties, que encerrou o terceiro trimestre com queda de 65 por cento no lucro líquido sobre o resultado obtido um ano antes.

Em relatório, o Credit Suisse considerou os termos da transação como atraentes, mas ponderou que o negócio marca a saída da empresa do segmento industrial, “que, sob nossa visão, apresenta perspectivas melhores que o mercado de escritórios de São Paulo”.

Segundo o relatório, o mercado de escritórios de São Paulo vai representar 35 por cento das receitas da companhia após o negócio ante nível de 25 por cento atualmente.

Porém, apesar de vender todos os ativos no segmento, a BR Properties não pretende abandonar os negócios com galpões e imóveis logísticos.

“No curto prazo a gente está saindo. É um setor que a gente gosta e que a gente pode voltar no futuro, se aparecerem alternativas atraentes”, disse o diretor financeiro da BR Properties.

Por Juliana Schincariol

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