21 de Novembro de 2013 / às 15:28 / 4 anos atrás

Yellen supera 1º obstáculo no Senado para assumir o Fed

A vice-chair Janet Yellen do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, fica de pé após testemunho durante uma audiência de confirmação em sua indicação para ser a chairwoman do Fed, perante o Comitê Bancário do Senado em Washington. O Comitê aprovou a indicação de Yellen para se tornar a primeira mulher a comandar o Federal Reserve, enviando o seu nome para aprovação do plenário do Senado. 14/11/2013Joshua Roberts

Por Alister Bull e Margaret Chadbourn

WASHINGTON, 21 Nov (Reuters) - O Comitê Bancário do Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira a indicação de Janet Yellen para se tornar a primeira mulher a comandar o Federal Reserve, enviando o seu nome para aprovação final do plenário do Senado.

Se confirmada, como é amplamente esperado, a atual número dois do banco central norte-americano irá substituir o chairman Ben Bernanke quando o mandato dele acabar em 31 de janeiro, transformando-a na mulher mais poderosa no mundo das finanças.

O placar ficou em 14 a favor e 8 contra. Três republicanos votaram a favor da indicação de Yellen e um democrata votou contra.

Indicada pelo presidente Barack Obama, Yellen é considerada como de postura mais flexível em relação à política monetária, priorizando o combate ao alto desemprego mais do que no risco de que isso promova inflação futura.

Ela presidirá um banco central que tomou medidas dramáticas e não convencionais para promover o crescimento e as contratações nos EUA, medidas que atraíram críticas ferozes em meio aos que temem inflação futura e possíveis bolhas nos preços de ativos.

O Fed tem mantido as taxas de juros referenciais dos EUA perto de zero desde o fim de 2008 e quadruplicou o tamanho de seu balanço patrimonial para 3,9 trilhões de dólares com três campanhas de compras de títulos com o objetivo de reduzir o custo de financiamento de longo prazo.

Isso tornou o Fed um alvo para parlamentares republicanos que temem que essa postura bastante expansionista tenha permitido grandes gastos da administração Obama.

"Os custos de longo prazo dessas medidas não estão claros e são francamente preocupantes", disse o senador republicano Michael Crapo ao comitê antes de votar "não".

Apesar dessas preocupações, ela deve conquistar tranquilamente a confirmação quando o plenário do Senado avaliar a indicação. Um assessor da liderança democrata no Senado afirmou que a casa pretende realizar essa votação em dezembro.

Democratas controlam 55 dos 100 votos do Senado, o que significa que ela precisará do apoio de apenas alguns republicanos para assegurar os 60 votos necessários para superar quaisquer obstáculos que encontre pela frente.

Ela parece estar caminhando para angariar esses votos.

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