Incerteza sobre Fed e dados da China levam Ibovespa a 2a queda

quinta-feira, 21 de novembro de 2013 17:56 BRST
 

SÃO PAULO, 21 Nov (Reuters) - O principal índice da Bovespa caiu nesta quinta-feira, impactado por sinais de possível redução do programa de estímulos do banco central norte-americano e dados mais fracos sobre a economia da China, corrigindo a defasagem em relação aos mercados externos após feriado local.

O Ibovespa fechou em baixa de 0,65 por cento, a 52.688 pontos. O giro financeiro do pregão totalizou 6,59 bilhões de reais.

Na quarta-feira, quando a bolsa paulista ficou fechada devido ao Dia da Consciência Negra, a ata da última reunião do Federal Reserve mostrou que membros do banco central norte-americano cogitaram começar a reduzir em uma das próximas reuniões o agressivo programa de aquisição de ativos.

"O mercado volta a especular que isso possa ocorrer em dezembro, gerando uma alta do dólar e incerteza", afirmou o economista Fausto Gouveia, da Legan Asset.

Tal ansiedade levou o dólar a fechar em alta de 1,64 por cento, voltando ao patamar de 2,30 reais.

No cenário externo, também provocou mau humor o fato do crescimento da indústria da China, importante parceira comercial brasileira, ter desacelerado em novembro. O PMI preliminar do Markit/HSBC de atividade industrial chinesa caiu a 50,4 em novembro ante leitura final de outubro de 50,9.

A combinação da ata do Fed e dos dados da China levou o Ibovespa a cair 1,59 por cento pela manhã, também influenciado pelas ações da Petrobras, mas o índice reduziu perdas após a abertura positiva das bolsas norte-americanas.

"Houve um ajuste na abertura, com a nossa bolsa caindo mais do que as outras depois do feriado. O dado de indústria nos Estados Unidos foi melhor que o esperado e o Dow Jones conseguiu se recuperar, então reduzimos as perdas aqui", afirmou o estrategista-chefe da SLW Corretora, Pedro Galdi.

A pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da empresa de dados financeiros Markit mostrou nesta quinta que a indústria dos EUA se recuperou neste mês depois de atingir mínima de um ano em outubro e a produção cresceu em seu ritmo mais rápido em nove meses.   Continuação...