Desemprego no Brasil cai ao menor nível no ano, mas renda para de crescer

quinta-feira, 21 de novembro de 2013 21:55 BRST
 

Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 21 Nov (Reuters) - A taxa de desemprego brasileiro atingiu em outubro o melhor resultado do ano ao cair para 5,2 por cento, ante 5,4 por cento em setembro, mas o rendimento da população registrou leve queda após dois meses de alta.

O desemprego divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também representa o menor patamar para o mês de outubro desde que a série foi iniciada em 2002.

O resultado foi melhor do que as expectativas, segundo pesquisa da Reuters, cuja mediana de 25 analistas consultados apontava para uma taxa de 5,3 por cento.

"Os custos muito elevados para demissão e o mercado de trabalho ainda relativamente aquecido, que levariam a dificuldades e maiores preços para contratação em caso de retomada econômica, têm conseguido evitar uma taxa de desemprego mais elevada", avaliou a Rosenberg Consultores Associados em nota.

A população ocupada cresceu 0,4 por cento em outubro na comparação com setembro e recuou 0,4 por cento ante o mesmo período do ano anterior, totalizando 23,279 milhões de pessoas.

Enquanto isso, a população desocupada chegou a 1,270 milhão de pessoas, queda de 4,4 por cento ante setembro, e recuo de 3,3 por cento sobre um ano antes. Os desocupados incluem tanto os empregados temporários dispensados quanto desempregados em busca de uma chance no mercado de trabalho.

Em outubro, a formalização do emprego aumentou 0,5 por cento ante setembro, ou seja, 55 mil pessoas a mais passaram a trabalhar com carteira assinada.

Em relação aos setores de atividade, a indústria demitiu 90 mil pessoas no mês passado em meio à fraqueza vista neste ano no setor. Já o comércio teve aumento de 164 mil vagas na comparação mensal.   Continuação...