Explosão em oleoduto da Sinopec deixa 35 mortos na China

sexta-feira, 22 de novembro de 2013 13:21 BRST
 

PEQUIM, 22 Nov (Reuters) - Uma explosão em um oleoduto da Sinopec matou 35 pessoas na cidade chinesa de Qinqdao, no leste do país, nesta sexta-feira, provocando um incêndio que levou várias horas para ser controlado e paralisando o porto da cidade, informaram a mídia local e operadores.

A explosão no oleoduto subterrâneo causou um enorme buraco na rodovia na superfície, e a TV estatal mostrou imagens de um caminhão que caiu na cratera.

O governo local disse em seu microblog que a explosão aconteceu às 10h30 (0h30 no horário de Brasília) enquanto trabalhadores tentavam consertar vazamentos no duto. O governo disse que houve vazamento de óleo para o porto, que também sofreu um incêndio.

Operadores disseram que o terminal de petróleo de Qinqdao teve as operações suspensas.

Qinqdao é um dos maiores terminais de importação de petróleo da China, fornecendo óleo para ao menos duas grandes refinarias da Sinopec e para várias outras refinarias menores independentes.

"As primeiras investigações mostraram que o óleo derramado fluiu para a rede municipal, o que causou a explosão", disse o governo local, sem dar mais detalhes. Segundo o governo, o derramamento de óleo se espalhou por 3.000 metros quadrados de água do mar.

A Sinopec confirmou em seu microblog que a explosão foi causada por um vazamento no oleoduto Huangwei, e que o fogo foi apagado por volta de 13h (horário local).

Funcionários da empresa não estavam disponíveis para comentar, e não ficou claro se houve impacto à refinaria Sinopec Qinqdao, com capacidade para 240 mil barris por dia.

(Reportagem de Chen Aizhu)

 
Veículos danificados em rua destruída após a explosão de um oleoduto da empresa chinesa Sinopec, em Quinqdao, na província de Shandong, China. A explosão matou 35 pessoas nesta sexta-feira, provocando um incêndio que levou várias horas para ser controlado e paralisando o porto da cidade, informaram a mídia local e operadores. 22/11/2013. REUTERS/Stringer