November 22, 2013 / 8:49 PM / 4 years ago

Governo congela parte de pagamento de dívidas de cafeicultores até 2015

3 Min, DE LEITURA

Por Nestor Rabello

BRASÍLIA, 22 Nov (Reuters) - O governo aprovou nesta sexta-feira a renegociação e o adiamento do pagamento de dívidas de cafeicultores que vencem entre julho de 2013 e junho do próximo ano para 2015, na tentativa de ajudar o setor que enfrenta dificuldades com baixos preços.

"As dívidas de custeio e comercialização serão renegociadas, com o primeiro vencimento em julho de 2015", disse o ministro Antônio Andrade, durante entrevista coletiva mais cedo em Brasília, quando antecipou o voto agrícola do Conselho Monetário Nacional (CMN) desta sexta-feira.

O café vem registrando as menores cotações internacionais em muitos anos, em meio às notícias de grande safra de café no Brasil, maior produtor e exportador global da commodity.

O Banco Central informou em nota que o governo autorizou a renegociação das parcelas vencidas ou que devem vencer entre 1º de julho de 2013 a 30 de junho de 2014 das operações de crédito rural dos produtores café arábica.

A medida vale para as dívidas de custeio, investimento e comercialização do café arábica no período referido.

Segundo a nota, os produtores interessados em renegociar suas dívidas rurais deverão informar às instituições credoras até 31 de janeiro.

formalização

Já os bancos terão até 15 de julho do ano que vem para formalizar a renegociação destas dívidas, cujo pagamento da primeira parcela fica postergado para 2015.

As dívidas rurais dos produtores de café arábica poderão ser renegociadas paga pagamento em até 5 parcelas anuais.

Os produtores ainda terão obrigação de pagar 20 por cento das dívidas atuais. Os 80 por cento restantes serão pagos em parcelas ao longo de cinco anos a partir de 2015.

"Nós queremos que os produtores parem de vender café para fazer frente às dívidas", disse Andrade mais cedo.

A venda constante de café por produtores que buscavam fazer caixa para honrar suas dívidas acabava contribuindo para pressionar ainda mais os preços da commodity.

Os preços do café arábica, que responde por cerca de três quartos da produção brasileira do grão, atingiram no início de novembro o menor nível médio desde agosto de 2002, segundo acompanhamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

Os preços do café em Nova York atingiram uma mínima de cerca de sete anos no início deste mês, influenciados pela grande oferta global, principalmente com origem no Brasil.

O Ministério da Agricultura não soube informar o volume exato de dívidas que serão renegociadas.

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