Banco do Brasil e Correios reforçarão parceria para Banco Postal

segunda-feira, 25 de novembro de 2013 12:45 BRST
 

SÃO PAULO, 25 Nov (Reuters) - O Banco do Brasil planeja ampliar a oferta de serviços para todo o país em uma parceria em partes iguais com os Correios para lançar o Banco Postal como uma instituição capaz de oferecer produtos como seguros, microcrédito e cartões pré-pagos.

O banco venceu em 2011 a concorrência para ser o novo parceiro dos Correios no Banco Postal por um prazo de cinco anos, mas informou nesta segunda-feira que assinou um memorando de entendimento com a empresa para estudar a ampliação do modelo de negócios.

"A ideia seria transformar a parceria em uma sociedade de fato, com participação acionária de 50 por cento", afirmou Alexandre Abreu, vice-presidente de negócios de varejo do BB, em referência à criação de uma instituição financeira nos moldes de bancos postais internacionais.

O anúncio do reforço na parceria acontece em um momento em que os bancos públicos se preparam para desacelerar crédito em 2014, diante de regras mais duras de capital estabelecidas no acordo de Basileia 3 e de piora nas expectativas por conta da deterioração fiscal do governo.

Quando venceu o leilão dos Correios, o BB estimou 10 milhões de novos clientes em 5 anos. Do início da parceria, em 2012, até agora, foram abertas 2,2 milhões de contas correntes. A mudança no modelo vem para acelerar esse processo, disse Abreu.

A expectativa do BB é que os estudos de viabilidade para a formação do Banco Postal terminem em meados do próximo ano. Segundo Abreu, o investimento do Banco do Brasil não será elevado. "A operação já existe. Ela vai agregar toda a infraestrutura tecnológica do BB à infraestrutura dos Correios. É um investimento residual, se houver", afirmou.

Atualmente, os Correios têm cerca de 6.400 agências próprias no Brasil.

"O público mais atraente é a nova classe média. É a novidade em termos de mercado, porque não tem banco ainda. Disputar cliente que já é correntista de banco é mais difícil", disse Abreu, acrescentando que o banco poderá oferecer ainda crédito imobiliário.

O BB estima em 55 milhões o número de pessoas sem acesso ao sistema financeiro e em 600 bilhões de reais a movimentação de recursos desse público ao ano.   Continuação...