Gol pode fazer novos cortes de oferta no mercado doméstico em 2014

segunda-feira, 25 de novembro de 2013 13:58 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Gol pode continuar a cortar oferta no mercado doméstico em 2014 se for necessário, afirmou o presidente-executivo da companhia aérea, Paulo Kakinoff, a analistas e investidores nesta segunda-feira.

A Gol previu cenário estável de voos no próximo ano depois que preços elevados de combustíveis e desaceleração na demanda forçaram a empresa a reduzir a oferta em cerca de 14 por cento desde 2011.

"A previsão de estabilidade (em 2014) deve ser considerada como um teto. Não significa que nós descartamos futuras reduções", disse Kakinoff. "Um fator importante que nós não estamos em boa posição para prever é o PIB", acrescentou.

Economistas estimam que a economia brasileira vai desacelerar em 2014 para expansão de 2,1 por cento, após crescimento de 2,5 por cento este ano, segundo pesquisa Focus do Banco Central.

Os esforços de ganho de eficiência pela Gol também têm sido pressionados pela desvalorização do real, que contribuiu para o aumento da conta de custos com combustível e para um prejuízo líquido de mais de 2,9 bilhões de reais desde o começo de 2011.

Durante a apresentação a investidores, o vice-presidente financeiro da Gol, Edmar Lopes, afirmou que as preocupações sobre o transporte de esperados 600 mil visitantes internacionais para a Copa de 2014 são exageradas.

"Durante a Copa do Mundo temos um aumento nas viagens de lazer e queda nas viagens de negócios", disse Lopes. "O efeito líquido já está refletido em nossas previsões."

Às 13h52, as ações da Gol exibiam alta de 3,76 por cento, enquanto o Ibovespa recuava 1,02 por cento. Mais cedo, a empresa divulgou que encerrou outubro com alta na receita por passageiro e no indicador de preços de passagens aéreas (yield).

(Por Brad Haynes)

 
Paulo Kakinoff, presidente-executivo da companhia aérea Gol, participa de uma conversa na Thomson Reuters Trading Brazil em São Paulo. A Gol pode continuar a cortar oferta no mercado doméstico em 2014 se for necessário, afirmou Kakinoff a analistas e investidores nesta segunda-feira. 14/08/2013 REUTERS/Paulo Whitaker