Bancos e blue chips pressionam e Bovespa fecha em queda de 1%

segunda-feira, 25 de novembro de 2013 18:07 BRST
 

Por Priscila Jordão

SÃO PAULO, 25 Nov (Reuters) - O principal índice da Bovespa caiu 1 por cento nesta segunda-feira, ignorando o ânimo dos mercados externos, pressionado pelo setor financeiro e com investidores cautelosos antes de uma semana agitada no cenário nacional.

O Ibovespa recuou 1,02 por cento, a 52.263 pontos. O giro financeiro do pregão foi de 5,6 bilhões de reais.

Apesar do acordo preliminar alcançado no fim de semana para limitar o programa nuclear do Irã ter impulsionado as bolsas europeias e norte-americanas, a Bovespa passou ao largo desse movimento e operou no azul apenas durante parte da manhã.

"Não estamos seguindo os ganhos dos mercados externos porque as coisas aqui estão bastante complicadas, com um cenário de deterioração fiscal e maiores taxas de juros", disse o sócio da Órama Investimentos Álvaro Bandeira.

O Ibovespa está a caminho de interromper uma série de quatro altas mensais em novembro, depois de a divulgação do déficit primário do setor público brasileiro de setembro ter criado desconforto no mercado. Na sexta-feira, serão divulgados os dados fiscais referentes a outubro.

Além disso, praticamente todas as apostas do mercado apontam para uma elevação da taxa básica do juro em 0,5 ponto percentual na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na quarta-feira, fazendo a Selic voltar ao patamar de dois dígitos depois de quase dois anos.

Nesta sessão, além da queda dos papéis de pesos-pesados como Vale e Petrobras, as ações de bancos apareceram entre as maiores pressões negativas sobre o Ibovespa, com destaque para Banco do Brasil e Itaú Unibanco. O índice financeiro da bolsa recuou 1,14 por cento.

Nesta semana, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) começará a julgar a correção de perdas das cadernetas de poupança em diversos planos econômicos do passado. Uma decisão favorável a poupadores poderá trazer impacto sistêmico aos bancos, afirmou à Reuters uma importante fonte da equipe econômica ligada ao assunto.   Continuação...