November 26, 2013 / 9:28 PM / in 4 years

Produção de gás em Manati deve crescer em dezembro, estima QGEP

4 Min, DE LEITURA

SÃO PAULO, 26 Nov (Reuters) - O campo de Manati, no litoral da Bahia, pode encerrar o ano com uma produção acima da estimada, ao atingir em dezembro um pico de 6,3 milhões de metros cúbicos de gás por dia, disse nesta terça-feira o diretor presidente da Queiroz Galvão Exploração e Produção, Lincoln Guardado.

A empresa detêm 45 por cento do campo de Manati, em sociedade com a Petrobras (35 por cento), que é a operadora, Brasoil (10 por cento) e Geopark (10 por cento, sujeito a aprovação de órgãos competentes).

"A última medição em Manati mostra que estamos com 6,3 milhões e devemos encerrar o ano com (média anual de) de 6 milhões de metros cúbicos", disse o executivo a jornalistas, em evento no Rio de Janeiro.

Até setembro, a produção média em Manati, principal ativo operação do grupo QGEP, esteve em 5,9 milhões de metros cúbicos por dia, em média. No terceiro trimestre do ano, a média já estava em 6,2 milhões de metros cúbicos.

A empresa prevê para o ano que vem a utilização de uma planta de compressão vinculada ao sistema de Manati, para aumentar a pressão do campo. A perda natural da pressão deve reduzir produção para 5,5 milhões de metros cúbicos diários em média em 2014.

O processo de licitação para a contratação e construção da unidade está relativamente atrasado, o que pode afetar também a produção em Manati no começo de 2015, disseram executivos.

No entanto, a estimativa é que a produção média ao final de 2015, mesmo com o atraso na licitação, volte a cerca de 6 milhões de metros cúbicos/dia.

Bloco Bs-4

O presidente da QGEP reiterou o interesse do grupo na fatia da OGX no bloco BS-4, na Bacia de Santos, embora a prioridade seja para o investimento em outros ativos.

A QGEP tem 30 por cento do BS-4, que inclui os campos de Atlanta e Oliva. Os demais sócios são OGX (40 por cento) e Barra Energia (30 por cento).

A petroleira de Eike Batista passa por dificuldades financeiras e se encontra em um processo recuperação judicial.

"Temos como objetivo uma diversificação de fontes de receita e continuamos com essa ideia que é procurar oportunidade para diversificar fontes... (O BS-4) é para nós um ativo importante", disse o diretor-presidente. "Se esse ativo vier a mercado podemos participar de forma mais ativa, mas o momento não permite... momento sensível."

Reportagens publicadas na imprensa brasileira levantaram recentemente a possibilidade de a OGX tornar-se inadimplente com as obrigações do consórcio do BS-4, por conta do pedido de recuperação judicial. O executivo da QGEP, no entanto, disse que não existe nenhuma pendência até o momento e confia no cumprimento dos contratos.

"Existem obrigações no contrato ... os contratos nos protegem e os nossos direitos caso isso (inadimplência) venha acontecer de forma sistemática", afirmou Guardado ao lembrar que o bloco não faz parte da dívidas da OGX.

Ele acrescentou que a QGEP cogita a possibilidade de devolver à ANP campos em águas rasas como Coral e Estrela do Mar, na Bacia de Santos, depois da decisão da Petrobras, que atuava nesse cluster, de não ficar com áreas nessa região.

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier

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