PRÉVIA-Restrições ambientais e infraestrutura enfraquecem rodada de gás

quarta-feira, 27 de novembro de 2013 12:54 BRST
 

Por Sabrina Lorenzi

RIO DE JANEIRO, 27 Nov (Reuters) - O leilão de áreas de exploração de gás não convencional, que começa na quinta-feira, esbarra em limitações ambientais, regulatórias e de infraestrutura que deverão enfraquecer o apetite de investidores.

A 12a rodada de licitações de áreas exploratórias da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) será bem menos concorrida que as demais rodadas que ofertaram áreas terrestres, considerando o histórico de empresas candidatas aos leilões, segundo um levantamento da Reuters.

Vinte e uma companhias se qualificaram para o certame desta semana, mas apenas 12 entregaram garantias necessárias para fazer ofertas no leilão, marcado para quinta e sexta-feira, no Rio de Janeiro, informou a ANP.

O total de empresas que se qualificaram equivale a apenas metade das companhias que fizeram o mesmo para a 10a rodada, licitação que também só ofertou áreas em terra.

Entre as empresas habilitadas para a licitação desta semana estão Petrobras, Eneva, Shell e Total, além de outras companhias de menor porte.

A 12a rodada, exclusiva para a oferta de áreas com gás, estreia a possibilidade de exploração de gás não convencional, contido dentro das rochas.

De um lado, ambientalistas bombardeiam a ideia de permitir explosões no subsolo sem sequer haver no país regras que resguardem aquíferos e limitem os impactos dessas operações. De outro, investidores se preocupam com a viabilidade econômica do negócio, que demanda a perfuração de um número bem maior de poços em relação à exploração tradicional, além de técnicas de fraturamento que demandam equipamentos em falta ou ainda inexistentes no Brasil.

Além de ofertar áreas que possibilitam um tipo de exploração ainda sem regulamentação no Brasil, o leilão esbarra em limitações de infraestrutura para escoar o gás, do ponto de produção até os mercados consumidores.   Continuação...

 
Diretora da Agência Nacional de Petróleo, Magda Chambriard, durante o leilão do campo de Libra, no Rio de Janeiro. A 12a rodada de licitações de áreas exploratórias da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) será bem menos concorrida que as demais rodadas que ofertaram áreas terrestres, considerando o histórico de empresas candidatas aos leilões, segundo um levantamento da Reuters. 21/10/2013. REUTERS/Ricardo Moraes