Grandes do e-commerce no país viram shopping virtual para elevar margens

quinta-feira, 28 de novembro de 2013 09:12 BRST
 

Por Marcela Ayres

SÃO PAULO, 27 Nov (Reuters) - Grandes empresas do varejo online estão transformando suas plataformas de vendas em shoppings virtuais que oferecem produtos de terceiros, em busca de maiores ganhos e de uma posição de destaque no e-commerce brasileiro.

Esse ambiente, conhecido como marketplace, foi adotado neste mês pelo Submarino da B2W, seguindo os passos do norte-americana Walmart e do Extra, do Grupo Pão de Açúcar.

Na prática, a plataforma permite aos consumidores comprar artigos de diferentes varejistas usando um mesmo carrinho em um único portal, como faz a gigante norte-americana Amazon.com.

Apoiando-se na oferta de terceiros, o Walmart.com estima aumento de 60 por cento nas vendas de Natal este ano sobre igual período de 2012. A empresa também prevê ter em janeiro de 2014 16 vezes mais produtos à venda do que os ofertados atualmente no site.

"O futuro está em atender da melhor maneira possível. O varejo que vai ganhar essa briga é o que estará do lado do consumidor para o que ele quiser comprar", afirmou o presidente do Walmart.com no Brasil, Flávio Dias.

A companhia quer assumir a dianteira do setor em três anos, e o aumento do sortimento será um dos principais pilares para quintuplicar as vendas até lá, disse Dias. Hoje o Walmart.com está entre os cinco maiores do país, de acordo com especialistas.

Empresas de peso foram forjadas a partir do mesmo modelo de negócios, como o Mercado Livre, na Argentina, além da japonesa Rakuten e da chinesa Alibaba.

Mas assim como a Amazon --que começou vendendo livros e CDs em 1995 e só abriu sua plataforma virtual para outros lojistas em 2000--, as grandes do varejo online brasileiro abraçaram essa linha após anos tocando apenas o seu próprio negócio.   Continuação...