Com mercado imobiliário empacado, Paladin prevê crescer até 15% em 2014

quinta-feira, 28 de novembro de 2013 18:23 BRST
 

Por Juliana Schincariol

RIO DE JANEIRO, 28 Nov (Reuters) - A gestora norte-americana de fundos imobiliários Paladin Realty Partners vai se concentrar em imóveis menores para tentar escapar da desaceleração do setor no país e elevar o número de projetos em até 15 por cento no próximo ano.

Como resposta ao aumento de custos de construção e de terrenos, a gestora vem optando por lançar empreendimentos menores, com unidades de 40 a 75 metros quadrados, em busca de preços mais competitivos.

Assim, o preço maior por metro quadrado tende a compensar a potencial queda de receita com a venda de unidades menores, já que o valor final para o comprador acaba ficando parecido com o de alguns anos atrás, disse à Reuters o diretor-geral da Paladin Realty Partners no Brasil, Ricardo Raoul.

"O fato de selecionar muito bem e trabalhar o produto faz com que você mitigue o risco ao máximo possível", afirmou o executivo, acrescentando que a localização e negociação dos terrenos, além do controle de custos pelas incorporadoras parceiras é importante para a estratégia dar certo.

A estratégia vem num momento em que várias construtoras e incorporadoras brasileiras lutam para desovar o excesso de estoques, voltar a gerar caixa e retomar os lançamentos com mais vigor, enquanto as vendas ainda patinam. O tempo médio de venda total dos empreendimentos em que a Paladin participa, voltado para a classe média, é de seis a nove meses.

Além de variar nos produtos, outra forma de escapar de problemas no setor é a diversificação geográfica. Hoje a Paladin tem 55 projetos em desenvolvimento no país, a maioria em São Paulo, sendo 70 por cento para a classe média e o restante voltados ao programa "Minha Casa, Minha Vida".

Mas até o fim do ano, a empresa deve assinar nova parceria para atuar em Aracaju (SE) e no Recife (PE), e trabalha em uma segunda associação para atuar em Salvador (BA), além novas parceiras no Rio de Janeiro.

O executivo prevê que o mercado como um todo terá crescimento "pífio" no próximo ano em termos de unidades lançadas. "(Será) estável ou com crescimento muito pequeno", disse. "O nosso target (meta) para o ano que vem é bem mais agressivo do que isso", mencionando a meta de dobrar o número de lançamentos em parceria com a You,Inc.   Continuação...