Klabin emitirá R$1,7 bi em debêntures para viabilizar Projeto Puma

quinta-feira, 28 de novembro de 2013 20:58 BRST
 

RIO DE JANEIRO, 28 Nov (Reuters) - A Klabin deu os passos finais para a viabilização do Projeto Puma, no Paraná, e optou pela capitalização sob a forma de debêntures conversíveis em ações, de 1,7 bilhão de reais, que no futuro representarão 13 por cento do capital da companhia.

Após o período de preferência de subscrição dos acionistas da companhia, um consórcio formado pelos investidores financeiros Sheares Investments, subsidiária da Temasek Holdings, e HS Investimentos concordou em subscrever até 1,3 bilhão de reais na operação.

"Os outros 400 milhões de reais já estão comprometidos com outros investidores também", disse em teleconferência o diretor-geral da Klabin, Fabio Schvartsman. "Assim, o projeto Puma está oficialmente lançado com a operação que acabamos de anunciar", completou.

A conversão das debêntures em ações está condicionada à execução do projeto, que tem uma previsão de 30 meses. Se neste período, ou seja até junho de 2016, o projeto Puma alcançar um volume de produção acumulado de 300 mil toneladas, a conversão será realizada em 48 meses, disse o executivo.

O projeto Puma, uma fábrica de celulose na cidade de Ortigueira (PR), tem investimentos previstos de 5,8 bilhões de reais e a previsão é que esteja operacional a partir de março de 2016.

O funding do projeto prevê, além da capitalização, a obtenção de financiamentos com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Banco Interamericano de Desenvolvimento, nos valores estimado de até 4 bilhões de reais e de 300 milhões de dólares, respectivamente.

De acordo com Schvartsman, a alavancagem da Klabin será de 4 vezes o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) no pico de dispêndio da unidade. Antes da capitalização, esta relação é de duas vezes.

"A Klabin tem tido uma performance operacional muito boa e nós vamos zelar para que isso continue dessa maneira, de tal forma que o Ebitda da companhia continue crescendo e consequentemente o endividamento não fique tão grande", afirmou.

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