Londres lidera alta de remuneração de profissionais de bancos

sexta-feira, 29 de novembro de 2013 13:25 BRST
 

Por Steve Slater

LONDRES, 29 Nov (Reuters) - Mais de 3.500 profissionais do mercado bancário na Europa receberam 1 milhão de euros (1,4 milhão de dólares) ou mais no ano passado após um grande salto em todo o continente e na Grã-Bretanha, que teve 12 vezes mais profissionais com alta remuneração do que qualquer outro país.

Os números do regulador bancário do bloco divulgados nesta sexta-feira mostraram que os profissionais do mercado em Londres teriam facilmente estourado a regra de limite de bônus da União Europeia, que entrará em vigor no ano que vem. Os bônus para as pessoas com maiores vencimentos eram quase quatro vezes o pagamento fixo.

O tamanho dos bônus de profissionais do mercado permanece um tópico polêmico entre políticos e o público. Muitos culpam os altos pagamentos pela tomada de riscos que levou à crise financeira de 2008/09 e uma série de escândalos de má conduta e vendas enganosas.

A União Europeia está tentando restringir o pagamento excessivo e disse que, a partir de 2014, os bônus para funcionários que "assumem riscos" não podem ultrapassar o salário anual, ou o dobro disso, caso os acionistas aprovem.

Os dados mais recentes da Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla em inglês) indicam que 3.592 profissionais do mercado na UE receberam ao menos 1 milhão de euros em 2012, um crescimento de 11 por cento em relação a 2011.

A Grã-Bretanha responde por 2.714 destes profissionais mais bem remunerados, alta 11 por cento ante o ano anterior, refletindo a posição dominante de Londres como o centro financeiro da Europa e sede para grandes operações para bancos dos Estados Unidos, Suíça e outros países fora da UE.

 
Foto de arquivo de uma placa para a Bank Street e prédios de escritórios no distrito financeiro em Canary Wharf, em Londres. Mais de 3.500 profissionais do mercado bancário na Europa receberam 1 milhão de euros (1,4 milhão de dólares) ou mais no ano passado após um grande salto em todo o continente e na Grã-Bretanha, que teve 12 vezes mais profissionais com alta remuneração do que qualquer outro país. 21/10/2010 REUTERS/Luke Macgregor/Files