África Ocidental segue o Brasil na exploração do pré-sal

sexta-feira, 29 de novembro de 2013 14:58 BRST
 

Por Emma Farge e Shrikesh Laxmidas

DACAR/LUANDA, 29 Nov (Reuters) - Investidores estão intensificando a caçada de bilhões de dólares em petróleo dispostos sob uma camada de sal no fundo do mar na África Ocidental, no Atlântico, buscando assim repetir as grandes descobertas feitas pelo Brasil, do outro lado do mesmo oceano.

Geólogos dizem há muito tempo que o solo oceânico no oeste da África se assemelha ao da América do Sul. Os dois continentes formavam uma massa única aproximadamente 200 milhões de anos atrás.

Agora, os preços do petróleo constantemente acima de 100 dólares por barril e tecnologias mais baratas tornam mais viável para as empresas explorarem milhares de milhas sob a superfície.

O entusiasmo surgiu depois de descobertas na camada do pré-sal feitas pela Total e a Cobalt no Gabão e Angola, mudando o foco para uma região que estava em segundo plano em relação ao boom na exploração de gás no leste da África.

O vice-presidente sênior da exploradora Kosmos Energy, William Hayes, disse à Reuters que a empresa espera "um conjunto de descobertas menores, mas ainda assim significativas em termos globais" na região.

O diretor de exploração da BP para a África subsaariana, Jasper Peijs, disse prever descobertas supergigantes na costa de Angola.

"Todas as prospecções ali têm o potencial de ser gigantes, e eu diria de pelo menos 250 milhões de barris ou ainda maiores do que isso, ou supergigantes, de 500 milhões a 1 bilhão de barris, e mesmo ainda maiores", disse ele no intervalo de uma conferência sobre petróleo e gás na África, na Cidade do Cabo.

Até o momento, a maior parte do entusiasmo se concentra em Angola, onde a prospecção está mais avançada depois de uma rodada de licenças em 2011.   Continuação...