Fundos rejeitam campanha para substituir Conselho da Telecom Italia

sexta-feira, 29 de novembro de 2013 15:39 BRST
 

MILÃO, 29 Nov (Reuters) - Uma campanha de acionistas ativistas para substituir o Conselho da Telecom Italia tem pouco apoio dos acionistas estrangeiros, de acordo com dados preliminares de uma votação vistos pela Reuters, em um sinal de que os esforços não devem vingar na reunião marcada para 20 de dezembro.

A Telecom Italia é alvo de uma campanha do acionista Marco Fossati, que detém 5 por cento da empresa, e do grupo de acionistas minoritários Asati para derrubar o Conselho, o qual acusam de defender os interesses dos acionistas majoritários, como a espanhola Telefónica.

De acordo com dados preliminares de uma plataforma de votos eletrônica, os fundos que detém mais de 60 milhões de ações da Telecom Italia votaram contra a proposta de remoção do Conselho, enquanto detentores de mais de 20 milhões de ações se abstiveram. Nenhum voto foi computado a favor da proposta.

Isso significa que mais de 70 por cento de uma pequena amostra capturada pelos dados preliminares posicionaram-se contra a proposta para remover o Conselho. Mais votos serão computados depois que consultorias como ISS e Glass Lewis fizerem sua recomendação de voto.

"Este é um sinal do sentimento dos acionistas em relação à proposta de Fossati", disse Miguel Carrasco, diretor da Proxy Census, uma empresa internacional de procurações.

Carrasco disse esperar que os consultores votem a favor da Telecom Italia e contra a proposta de Fossati.

Caso a campanha dos ativistas falhe, a Telecom Italia continuará com os planos recentemente divulgados pelo presidente-executivo da companhia, Marco Patuano, de vender ativos com o objetivo de corrigir o balanço e financiar investimentos.

Os acionistas da Telecom Italia se reunirão em assembleia geral em 20 de dezembro para decidir sobre o tema.

A Telefónica e instituições financeiras italianas como Assicurazioni Generali, Intesa Sanpaolo e Mediobanca participam de um acordo de acionistas. Elas controlam conjuntamente 22,4 por cento da Telecom Italia por meio da holding Telco.

A Telco disse na semana passada que votaria contra a proposta de Fossati.

(Por Danilo Masoni)