EUA ampliam para China, Índia e Coreia isenção de sanções contra Irã

sexta-feira, 29 de novembro de 2013 19:56 BRST
 

WASHINGTON, 29 Nov (Reuters) - O Departamento de Estado norte-americano ampliou em seis meses o esquema que desobriga países como China, Índia e Coreia do Sul a impor sanções contra o Irã, em troca da redução das compras de petróleo iraniano por essas nações, segundo comunicado nesta sexta-feira.

A legislação norte-americana de sanções contra o programa nuclear do Irã exige que o Departamento de Estado avalie se os consumidores de petróleo do Irã reduziram suas compras.

A decisão sobre a liberação às sanções ocorre mesmo depois de que os EUA e outras cinco potências concordaram, em Genebra, em reduzir as restrições a recursos congelados do Irã, em troca de avanços por parte de Teerã rumo a uma redução de seu controverso programa nuclear.

Esse sistema, que o Departamento de Estado chama de exceção, significa que os bancos nos países consumidores não enfrentarão o risco de serem cortados do sistema financeiro dos Estados Unidos nos próximos seis meses.

"Continuaremos a impor agressivamente nossas sanções nos próximos seis meses, enquanto trabalhamos para determinar se existe uma solução abrangente que nos dê a confiança de que o programa nuclear iraniano é para fins exclusivamente pacíficos", disse o secretário de Estado, John Kerry, em comunicado.

Desde o início do regime de sanções em 2012, todos os 20 clientes de petróleo do Irã se qualificaram para esse sistema. Mas, apesar do acordo de Genebra, os Estados Unidos se reservam o direito de sancionar qualquer país consumidor de petróleo que aumente suas compras.

(Reportagem de Timothy Gardner)