OGX e credores estão perto de acordo para converter dívida em ações--fontes

terça-feira, 3 de dezembro de 2013 19:58 BRST
 

Por Sabrina Lorenzi e Guillermo Parra-Bernal

RIO DE JANEIRO, 3 Dez (Reuters) - A OGX, petroleira de Eike Batista, está prestes a fazer um acordo com os seus principais credores para converter parte da dívida de 5,1 bilhões de dólares da empresa em ações, afirmaram à Reuters duas fontes com conhecimento direto do tema.

O acordo, que ainda está em discussão e deverá ser anunciado até a próxima semana, prevê reverter a dívida da empresa junto a detentores de títulos em uma participação acionária da ordem de 55 por cento, disseram as duas fontes.

Eike Batista, que viu seu império desmoronar nos últimos meses, ficaria com aproximadamente 5 por cento do capital da OGX, disseram as fontes, sob condição de anonimato. Atualmente, o empresário é o controlador da empresa, com cerca de 51 por cento das ações.

Também está em estudo uma proposta de injeção de capital de até 150 milhões de dólares na companhia pelos detentores de títulos, disse a segunda fonte. O dinheiro serviria para manter operações e ajudar a aumentar a produção em alguns campos.

A OGX disse, por meio da assessoria de imprensa, que não irá comentar o assunto, mas afirmou que negociações com credores estão em andamento.

O movimento junto aos credores é considerado crucial para a empresa conseguir colocar em prática seu plano de recuperação judicial. Depende dos credores a aprovação de um plano que é condição para a empresa não ser executada.

A tentativa de transformar dívida em participação acionária na OGX foi feita também há meses, antes de a empresa entrar com pedido de recuperação judicial, mas não teve sucesso.

O pedido de recuperação tornou-se a única alternativa para a companhia depois que fracassaram as negociações com detentores de 3,6 bilhões de dólares em bônus no exterior para uma reestruturação da dívida.

A endividada petroleira OGX entrou no dia 30 de outubro com o maior pedido de recuperação judicial da história corporativa da América Latina, em uma tentativa de evitar a falência.

Em 21 de novembro, a Justiça acatou parcialmente o pedido de recuperação judicial, em decisão que deixou de fora as subsidiárias da companhia no exterior e dá aval ao processo das empresas com sede no Brasil.