December 6, 2013 / 2:36 PM / 4 years ago

Taxa de desemprego dos EUA tem mínima em 5 anos e alimenta especulação sobre Fed

4 Min, DE LEITURA

Um homem em busca de emprego preenche uma ficha em uma feira de carreiras realizada pela organização de direitos civis National Urban League como parte de sua conferência anual, na Filadélfia. Os empregadores dos Estados Unidos contrataram mais funcionários que o esperado em novembro e a taxa de desemprego caiu para mínima em cinco anos de 7,0 por cento, o que pode alimentar a especulação de que o banco central do país começará a reduzir suas compras de ativos neste mês. 25/07/2013Mark Makela

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON, 6 Dez (Reuters) - Os empregadores dos Estados Unidos contrataram mais funcionários que o esperado em novembro e a taxa de desemprego caiu para mínima em cinco anos de 7,0 por cento, o que pode alimentar a especulação de que o banco central do país começará a reduzir suas compras de ativos neste mês.

Foram criadas 203 mil novas vagas fora do setor agrícola no mês passado, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira. A taxa de desemprego diminuiu em 0,3 ponto percentual, para o patamar mais baixo desde novembro de 2008, já que alguns funcionários públicos que haviam sido contados como desempregados em outubro voltaram ao trabalho depois da paralisação parcial de 16 dias do governo.

Economistas consultados pela Reuters esperavam criação de apenas 180 mil postos de trabalho no mês passado e que a taxa de desemprego caísse a 7,2 por cento, ante 7,3 por cento.

O aumento de vagas em setembro e outubro foi revisado para mostrar mais 8 mil empregos criados do que divulgado anteriormente, dando força ao relatório. Outros detalhes também foram otimistas, com ganho de empregos de modo generalizado, aumento de renda por hora e ampliação da semana de trabalho.

Além disso, a taxa de desemprego caiu mesmo com a taxa de participação --a fatia de norte-americanos em idade ativa que têm um emprego ou que estão procurando por um-- recuperou-se da mínima em 35 anos e meio atingida em outubro.

O relatório de emprego foi divulgado pouco mais de uma semana antes da reunião de política do Fed em 17 e 18 de dezembro.

A leitura mais forte que o esperado do crescimento de empregos em novembro pode estimular a especulação de que o banco central irá reduzir seu ritmo atual de compra de ativos neste mês, mas a maioria dos economistas acha que o Fed vai querer mais sinais de progresso econômico antes de agir.

"O mercado de trabalho dos EUA ainda está longe de curado, mas certamente está indo na direção certa. Esse número coloca a redução do estímulo monetário em dezembro sobre a mesa, mas não é uma certeza", disse o gerente de portfólio da Eaton Vance Investiment Managers, Eric Stein.

A ata da última reunião do Fed em outubro mostrou que as autoridades estão se preparando para frear a campanha de compras de títulos de 85 bilhões de dólares mensais nos próximos meses, desde que a economia continue a melhorar.

Dados econômicos Mistos

Os dados econômicos até agora para o quarto trimestre têm sido mistos, com os indicadores do mercado de trabalho e de gastos do consumidor se firmando. Entretanto, o mercado imobiliário e os gastos do consumidor têm desacelerado.

Economistas também acreditam que o banco central provavelmente não irá querer fazer a redução antes que os parlamentares do Capitólio fechem um acordo para financiar o governo.

Embora alguns economistas esperem que o Fed reduza as compras em dezembro ou janeiro, a maioria tem expectativa de que o banco irá esperar até março, e outros acreditam que pode ficar para junho, já que a inflação permanece baixa.

A criação de empregos em novembro foi generalizada, com os postos no governo também aumentando, já que as contratações pelo Estado e por governos locais compensaram a queda no nível de emprego federal.

Foram abertos 27 mil empregos na indústria, registrando ganho pelo quarto mês seguido. As vagas no setor de construção tiveram crescimento de 17 mil, somando-se aos ganhos de outubro mesmo com a desaceleração da recuperação imobiliária.

Outros detalhes do relatórios mostraram que a renda média por hora teve aumento de quatro centavos. A duração da semana de trabalho aumentou para uma média de 34,5 horas, ante 34,4 horas.

Reportagem de Lucia Mutikani

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