Triunfo quer antecipar 2a pista de Viracopos, avalia parcerias em novos leilões

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013 16:35 BRST
 

SÃO PAULO, 6 Dez (Reuters) - A Triunfo quer antecipar a conclusão da segunda pista do aeroporto de Viracopos, afirmou o presidente da Aeroportos Brasil Viracopos, Luiz Alberto Kuster, em encontro com investidores nesta sexta-feira.

"Precisaremos da segunda pista em 2018 ou 2019, mas estamos estudando seriamente antecipar por questão estratégica", disse ele, acrescentando que a empresa avalia desenvolver o conceito de "aerotrópolis" em Viracopos, podendo chegar a quatro pistas.

"Temos 1.000 alqueires de terra para chegarmos a 4 pistas e tudo o que envolva o conceito como hotéis", disse.

Segundo o executivo, o objetivo da companhia é tornar o aeroporto no interior de São Paulo um dos 10 melhores da América Latina entre 2015 e 2016. Para isso, está ampliando espaços para manobras de aeronaves, passando de 30 para 70 posições em 2014.

A companhia está construindo um novo terminal no aeroporto e avalia transformar o terminal antigo em hangar para aviação geral internacional, de olho em demanda de voos charter, enquanto espera se beneficiar do plano do governo federal para impulsionar a aviação regional no país, o que pode posicionar o aeroporto em hub para voos internacionais.

Segundo Kuster, o crescimento da demanda brasileira deve implicar que a empresa não vai tirar companhias aéreas do aeroporto de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. Porém a concessionária de Viracopos está buscando atrair linhas aéreas internacionais para o aeroporto de Campinas.

Caso o governo venha a fazer novas concessões de aeroportos, a Triunfo focará atenção sobre Manaus, o que daria à empresa acesso às cargas da Zona Franca, disse o presidente-executivo da companhia, Carlo Alberto Bottarelli. Ele acrescentou que um hub internacional no Nordeste também interessa à empresa.

Sobre as perspectivas para a economia brasileira, ele afirmou que espera um 2015 "muito ruim" diante da provável necessidade de ajuste nas contas públicas após as eleições de 2014. Porém, ele avaliou que a maioria dos negócios da Triunfo estão protegidos contra uma desaceleração econômica. "Estamos protegidos contra inflação e tráfego vai continuar existindo."

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