December 9, 2013 / 7:13 PM / 4 years ago

Sob atuação constante do BC, dólar cai ante real pelo 3º dia

3 Min, DE LEITURA

Por Bruno Federowski e Marília Carrera

SÃO PAULO, 9 Dez (Reuters) - O dólar fechou em queda ante o real pela terceira sessão consecutiva nesta segunda-feira em resposta à forte atuação do Banco Central no mercado de câmbio.

A moeda norte-americana recuou 0,33 por cento, para 2,3193 reais na venda. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 954 milhões de dólares.

Nas três últimas sessões, a divisa acumula perda de 2,92 por cento, na série mais longa de baixas desde o início de setembro, pouco após o BC anunciar o programa de rações diárias. Com isso, a divisa dos EUA anulou toda a alta registrada desde o início do mês, após chegar a encostar no nível de 2,40 reais na semana passada.

"Já dá para se falar em uma acomodação do dólar. As altas que foram vistas no início do mês eram exageradas", disse o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, ressaltando que o BC "tem feito a parte dele".

Na quinta-feira, o presidente do BC, Alexandre Tombini, anunciou que o programa de intervenção cambial será estendido para além deste ano, com alguns ajustes. O anúncio corroborou a forte queda do dólar nos dois últimos pregões da semana passada.

Além disso, a autoridade monetária deu início nesta sessão à rolagem do equivalente a 9,93 bilhões de dólares em swaps tradicionais que vencem no mês que vem, vendendo a oferta total de 20 mil contratos.

E já anunciou para terça-feira a segunda etapa da rolagem, também ofertando até 20 mil contratos com as mesmas condições da primeira fase.

Mais cedo, o BC deu ainda mais um passo em seu programa de atuações diárias, com a venda de 5 mil contratos de swap tradicional com vencimento em 5 de março e outros 5 mil contratos em 2 de junho. O volume financeiro das operações foi de 497,4 milhões de dólares.

Após o fechamento, o BC informou que repetirá na próxima sessão a atuação diária realizada nesta segunda-feira.

No cenário externo, investidores aguardam sinais sobre o futuro dos estímulos monetários norte-americanos, que atualmente injetam 85 bilhões de dólares por mês na maior economia do mundo.

O presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, afirmou nesta segunda-feira que o banco central pode fazer um corte "pequeno" no estímulo monetário para reconhecer os ganhos no mercado de trabalho. Segundo ele, os mercados financeiros devem ser capazes de digerir a redução caso o Fed decida realizá-la em breve.

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