Bovespa fecha no azul com dados da China e investidores de olho no Fed

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013 17:56 BRST
 

Por Priscila Jordão

SÃO PAULO, 9 Dez (Reuters) - O principal índice da Bovespa encerrou em alta esta segunda-feira, repercutindo o otimismo com dados da economia chinesa, enquanto participantes do mercado avaliavam declarações de autoridades do banco central dos Estados Unidos em busca de pistas sobre o programa de estímulos da instituição.

O Ibovespa subiu 0,43 por cento, a 51.165 pontos. O giro financeiro do pregão totalizou 4,6 bilhões de reais.

As exportações da China em novembro superaram com folga as previsões, aumentando evidências recentes de uma estabilização da segunda maior economia do mundo. Além disso, a inflação anual ao consumidor na China desacelerou inesperadamente em novembro, aliviando preocupações com um aperto monetário no país asiático, importante parceiro comercial brasileiro.

"Tivemos um dia de pouca oscilação e um movimento mais lateralizado... os dados da China ajudaram. Com relação ao país (China), estou tranquilo. Acho que a possibilidade de estagnação (do crescimento) já começou a cair por terra", disse o analista Leandro Silvestrini, da Intrader.

Investidores também avaliaram declarações de autoridades do Federal Reserve, banco central dos EUA, que atualmente injeta 85 bilhões de dólares por mês na maior economia do mundo.

O presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, afirmou que o banco central pode fazer um corte "pequeno" no estímulo monetário para reconhecer os ganhos no mercado de trabalho. Segundo ele, os mercados financeiros devem ser capazes de digerir a redução caso o Fed decida realizá-la em breve.

Na sexta-feira, as bolsas norte-americanas e a brasileira subiram com a divulgação de dados do mercado de trabalho norte-americano melhores que o esperado, mas que não foram considerados suficientemente fortes para que o Fed antecipe um corte de estímulos.

"A ideia de que a economia norte-americana pode iniciar o tapering (corte de estímulos) parece que não está mais assustando tanto os demais mercados. Mesmo com o tapering, a economia dos EUA continuará crescendo e puxando a economia mundial", disse o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa.   Continuação...