Tombini defende retirada de estímulos mais cedo pelo Fed

terça-feira, 10 de dezembro de 2013 16:06 BRST
 

Por Luciana Otoni

BRASÍLIA, 10 Dez (Reuters) - O presidente do Banco Central brasileiro, Alexandre Tombini, defendeu nesta terça-feira que o Federal Reserve retire os estímulos à economia dos Estados Unidos o quanto antes, ao avaliar que isso traria menos volatilidade aos mercados.

"Na minha visão, quanto mais cedo se iniciar efetivamente a retirada dos estímulos monetários e quanto mais previsível for a sua intensidade e velocidade, menor será a volatilidade nos mercados financeiros internacionais", afirmou Tombini em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

"Consequentemente, mais suave será o período de transição para a economia mundial", acrescentou.

Os mercados globais estão em compasso de espera pelo início da redução das compras de 85 bilhões de dólares em ativos pelo Fed, banco central norte-americano.

Pesquisa da Reuters mostrou na noite de segunda-feira que cresceram as expectativas de que o corte no programa de estímulos ocorra em dezembro ou janeiro, apesar de a maioria dos economistas consultados ainda acreditar que a redução ficará para março.

A forte injeção de recursos pelo Fed tem garantido liquidez aos mercados globais, mas há receios entre investidores sobre como será o processo de normalização das condições monetárias nos EUA e seus impactos nos fluxos de capitais, sobretudo para economias emergentes.

"O principal desafio dos agentes econômicos públicos, em especial dos bancos centrais, é assegurar que o período de transição seja o mais suave possível para as respectivas economias", disse Tombini.

Segundo ele, o Brasil "está preparado para atravessar esse período sem maiores sobressaltos", por ser credor internacional líquido, contando "com um nível confortável de reservas internacionais".   Continuação...

 
Presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, durate audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal, em Brasília. Tombini afirmou nesta terça-feira que quanto mais cedo o Federal Reserve decidir retirar os estímulos monetários à economia norte-americana menor será a volatilidade dos mercados e mais suave será o período de transição da economia mundial. 11/12/2012. REUTERS/Ueslei Marcelino