Executivos de private equity estão otimistas com Brasil em 2014

terça-feira, 10 de dezembro de 2013 13:59 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A indústria de private equity deve ter um bom fluxo de negócios no Brasil em 2014, mesmo diante da volatilidade econômica e das incertezas políticas, devido à grande quantidade de recursos disponíveis para investir e ao potencial de crescimento em setores específicos da economia, afirmaram duas fontes do setor.

"A volatilidade é assim na América Latina, e o investidor de private equity sabe disso", disse a jornalistas o sócio da Gávea Investimentos Piero Minardi, durante evento do setor. Segundo ele, a visão sobre o preço dos ativos de compradores e vendedores deve começar a convergir, possibilitando o fechamento de mais negócios do que em 2013.

Setores como educação e saúde devem ter crescimento "acima da média", segundo Minardi, e devem atrair investidores nacionais e estrangeiros.

O segmento de infraestrutura, no entanto, deve ser menos atraente para fundos de private equity porque tem prazos muito longos e retornos menores. Segundo o executivo, estas alternativas devem ficar com fundos de infraestrutura.

A indústria de private equity também deve ser ajudada pelo grande volume de recursos captados nos últimos dois anos e que ainda não foram investidos, disse o superintendente de fusões e aquisições do Bradesco BBI, Rafael Bruno.

"Os fundos estrangeiros e brasileiros estão capitalizados", disse, acrescentando que o maior potencial de investimentos está nos setores de varejo, saúde e serviços financeiros.

De acordo com o executivo do BBI, banco de investimentos do Bradesco, vários negócios estão sendo disputados nestas áreas pelos fundos neste momento. A maioria prevê a venda de participações de 300 milhões a 500 milhões de reais.

"Os ativos não estão baratos, a dinâmica das negociações privadas é diferente da bolsa. Não é a bacia das almas", afirmou Bruno durante o evento do Latin Markets.

(Por Natalia Gómez)