10 de Dezembro de 2013 / às 19:18 / 4 anos atrás

Maior demanda reduz estoques finais de soja e milho dos EUA, diz USDA

WASHINGTON, 10 Dez (Reuters) - Preços mais baixos devem estimular um retorno da demanda pelo milho dos Estados Unidos dentro e fora do país, estimou nesta terça-feira o governo norte-americano, o que deve resultar em estoques globais e dos EUA menores que os esperados --mas ainda amplos-- no fim da atual temporada.

Os estoques de soja foram estimados em forte queda, segundo dados mensais do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) desta terça-feira, em meio a aumentos da exportação e da demanda doméstica, e os preços médios dos produtores estão ligeiramente mais altos do que os do mês anterior, disse o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

Os estoques finais de trigo foram vistos em leve alta, e a safra mundial estimada não muito longe de uma máxima recorde por conta de grandes safras no Canadá e na Austrália.

Como resultado, o USDA estimou os estoques finais mundiais de trigo em 187,78 milhões de toneladas, alta de 4 milhões de toneladas ante novembro e 2 por cento maior do que o esperado pelos operadores.

O USDA disse que a safra recorde de milho nos EUA iria resultar em estoques de 1,792 bilhão de bushels no final do ano comercial, 4 por cento a menos do que os operadores haviam esperado.

Ainda assim seria o maior estoque em oito anos, e uma forte recuperação após três anos de colheitas decepcionantes e estoques muito pequenos.

"O uso do milho nos EUA em 2013/14 deve ser maior, com aumentos no uso para alimentação, plantio e industrial, e para exportações", disse o USDA, com o uso total subindo quase 1 por cento ante a estimativa de novembro. Em comparação com a última temporada, o uso do milho deve subir em quase 2 bilhões de bushels, ou 17 por cento.

As exportações de milho devem dobrar ante o ano comercial anterior, e o uso do milho para etanol deverá subir em 6 por cento, disse o USDA citando "o forte ritmo da produção semanal de etanol desde meados de outubro".

A Agência de Proteção Ambiental norte-americana (EPA, na sigla em inglês) vai decidir nas próximas semanas sobre se irá relaxar a determinação federal de misturar biocombustíveis nos fornecimentos de gasolina.

Por Charles Abbott

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