Exportações de carne suína do Brasil devem crescer 15,7% em 2014, prevê associação

terça-feira, 10 de dezembro de 2013 17:30 BRST
 

SÃO PAULO, 10 Dez (Reuters) - As exportações brasileiras de carne suína devem crescer 15,7 por cento em 2014, para 590 mil toneladas, com a boa demanda de tradicionais compradores e a perspectiva de novos mercados, estimou nesta terça-feira a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs).

O crescimento deverá ocorrer após uma queda estimada em 8 por cento nos embarques do produto neste ano em relação a 2012.

"Conseguimos suplantar os desafios de 2013... Este ano (2014) deve ser melhor. Não vemos um céu de brigadeiro, porque sabemos que tem muitas variáveis, mas buscamos uma solidez", disse o presidente da Abipecs, Rui Vargas, em encontro com jornalistas.

Apesar da recuperação nas vendas externas, o volume estimado ainda é inferior a marca registrada em 2009, quando os embarques brasileiros superaram 607 mil toneladas.

O Brasil é quarto maior exportador de carne suína do mundo, mas o setor quer mais e se inspira na indústria brasileira de frango, que atingiu a liderança mundial.

Executivos do setor, contudo, apontam gargalos logísticos, entraves burocráticos e problemas nos portos como fatores que afetam a expansão do setor.

"O porto em Santa Catarina ficou fechado uma semana... Tem um limite para os estoques. Produto parado no porto é um problema. O custo tem que ser repassado", disse Vargas.

A entidade avalia que a demanda externa estará mais aquecida no próximo ano, com maiores vendas ao Japão, perspectiva de reabertura do mercado da África do Sul, abertura da Coreia do Sul e manutenção dos grandes mercados da Rússia e Ucrânia.

O Japão está especialmente na mira dos exportadores por conta dos preços pagos naquele país, que podem chegar a 4 mil dólares a tonelada, dependendo do corte, contra um valor médio de venda do produto brasileiro de 2,8 mil dólares por tonelada.   Continuação...