11 de Dezembro de 2013 / às 16:03 / 4 anos atrás

Dilma diz que acordo da OMC torna mais importante a competitividade

BRASÍLIA, 11 Dez (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira que o recente acordo na Organização Mundial do Comércio (OMC) coloca na ordem do dia a necessidade de competitividade e produtividade da economia brasileira.

Presidente Dilma Rousseff durante cerimônia em que assinou decreto de transferência de propriedade de terras para comunidades quilombolas, no Palácio do Planalto, em Brasília. Dilma disse nesta quarta-feira que o recente acordo na Organização Mundial do Comércio (OMC) coloca na ordem do dia a necessidade de competitividade e produtividade da economia brasileira. 5/12/2013. REUTERS/Ueslei Marcelino

Em discurso na abertura do encontro nacional da indústria, organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), Dilma classificou o acordo mundial de comércio, o primeiro desde que a OMC foi criada, em 1995, como “histórico” e afirmou que representará um incremento estimado de 1 trilhão de dólares na economia internacional.

“Esse acordo, sem sombra de dúvida, coloca na ordem do dia para todas as economias do mundo a questão da competitividade e, portanto, da produtividade e da capacidade de, ao se inserir no quadro econômico internacional, fazê-lo nas melhores condições possíveis”, disse.

Durante o encontro, Dilma discorreu sobre os dados econômicos recentes do país, defendendo que a economia brasileira tem se mantido estável diante de um cenário internacional incerto.

Dentre os pontos, citou o nível das reservas internacionais do país, o compromisso da gestão fiscal com a redução do endividamento governamental, o baixo índice de desemprego, além de afirmar que a taxa de câmbio se mantém em “patamares adequados” e que o país conta com um mercado interno dinâmico.

“Quero insistir neste ponto. Passado mais um ano de incertezas e instabilidade da economia internacional, os indicadores da economia brasileira persistem positivamente mostrando a continuidade de uma trajetória sustentável de crescimento com inclusão social”, disse a presidente.

Dilma afirmou que o desenvolvimento da indústria ocupa “o centro das atenções e das preocupações do governo”, discorrendo ainda sobre medidas tomadas pelo governo para auxiliar o setor, como o programa Inovar-Auto, destinado à indústria automobilística, a redução das tarifas de energia elétrica e as desonerações tributárias e da folha de pagamento.

No mesmo encontro, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a prorrogação em 2014 do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que garante taxas de juros mais baixas nos financiamentos para a compra de bens de capital, entre outros.

ICMS

Apesar de reconhecer que há “barreiras” e “dificuldades” para promover uma “efetiva” reforma tributária, a presidente defendeu que seja resolvida a questão da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrada em operações interestaduais de produtos.

“A harmonização e a redução das alíquotas do ICMS, por exemplo, são absolutamente necessárias para que possamos superar as deficiências e as injustiças de nosso sistema tributário”, afirmou, sendo logo em seguida aplaudida pela plateia.

O projeto de resolução que reforma a cobrança do ICMS tramita no Senado, mas ainda não há acordo para votá-lo. “Nesse sentido, o governo federal tem trabalhado junto aos governadores e aos parlamentares”, acrescentou Dilma.

A presidente reconheceu ainda a urgência de resolver os gargalos da infraestrutura em parceria com a iniciativa privada, dando como exemplo parceiras entre o governo e a CNI, além da recente Lei dos Portos, que permitiu o investimento privado no setor portuário.

“Essa parceria com o setor privado é crucial e essencial. E eu não falo apenas de recursos econômicos... eu falo sobretudo da capacidade de gestão que o setor privado brasileiro tem de imprimir nos investimentos de infraestrutura para resultar num processo no qual nos tenhamos ganho de eficiência e de produtividade”, afirmou.

Após citar os leilões de rodovias, aeroportos e de campos de exploração de petróleo realizados neste ano, Dilma previu mais concessões para 2014, principalmente na área rodoviária e portuária.

Reportagem de Maria Carolina Marcello e Luciana Otoni

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below