Bovespa cai quase 2% acompanhando exterior e por temor sobre Fed

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013 17:50 BRST
 

SÃO PAULO, 11 Dez (Reuters) - O principal índice da bolsa paulista fechou em queda nesta quarta-feira, acompanhando as ações dos Estados Unidos, enquanto investidores evitavam assumir risco antes da reunião do Federal Reserve, banco central norte-americano, que pode cortar seus estímulos na próxima semana.

O Ibovespa recuou 1,81 por cento, a 50.067 pontos, se aproximando da barreira psicológica dos 50 mil pontos, acima do qual tem se sustentado desde agosto. O giro financeiro do pregão somou 5,2 bilhões de reais.

O índice operou perto da estabilidade durante a maior parte da manhã, mas a ponta vendedora ganhou força na sequência da abertura dos mercados acionários norte-americanos no vermelho.

"Com as bolsas lá fora (Estados Unidos) caindo e o mundo com medo do corte de incentivos (do Fed), aqui acaba recuando", disse o gerente de renda variável da H.Commcor, Ariovaldo Santos.

"A queda lá fora não significa nada perto das altas recentes, mas o mercado começa a se perguntar: e se começar a devolver a partir de agora?", acrescentou, referindo-se a uma possível realização de lucros.

Em dia com poucas divulgações, investidores avaliaram um acordo no Congresso dos EUA que pretende evitar que o governo fique sem fundos em 15 de janeiro e estabelece níveis de gastos da administração federal até outubro de 2015.

Depois de uma paralisação parcial ter afetado o governo norte-americano em outubro, o acordo alivia temores de uma nova parada no início do ano que vem. "(Por outro lado,) este acerto tende a abrir mais espaço para o Fed iniciar em breve sua redução de estímulos", afirmaram analistas do BB Investimentos em relatório.

A Bovespa tem operado de lado nas últimas sessões, à espera de novos dados econômicos dos EUA, do resultado da reunião do Fed na próxima semana e pela diminuição natural no volume de negócios no fim do ano.

"Parece que há pouco interesse de investidores em tomar risco significativo", disse o economista Gustavo Mendonça, da Saga Capital.   Continuação...