Dólar sobe 0,18% ante o real, com remessas de lucro e dividendos

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013 19:29 BRST
 

Por Marília Carrera e Tiago Pariz

SÃO PAULO, 12 Dez (Reuters) - O dólar fechou com leve alta ante o real nesta quinta-feira, depois de algum sobe e desce, com o mercado ainda atento aos sinais sobre o programa de estímulo monetário que o Federal Reserve, banco central norte-americano, pode dar na próxima semana e também com empresas aproveitando para remeter divisas ao exterior.

O dólar avançou 0,18 por cento, a 2,3426 reais na venda, depois de chegar a 2,3255 reais na mínima do dia e a 2,3517 reais na máxima. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 1,3 bilhão de dólares.

"O mercado está bem volátil hoje... O dólar subiu muito ontem e isso contribui para esse avanço forte não se sustentar", afirmou o operador de um importante banco nacional.

A divisa dos Estados Unidos subiu mais de 1 por cento ante o real na sessão anterior, em um movimento de ajuste após a sequência de quatro quedas, que a levou de volta ao patamar de 2,30 reais.

Na primeira parte do pregão desta quinta-feira, o dólar recuou para níveis mais atrativos para as empresas fazerem remessas, segundo o operador de câmbio de uma corretora internacional. Com isso, a queda perdeu fôlego e a moeda norte-americana passou a subir. "Fim de ano tem mais consumo de dólar para essas operações", disse.

A virada do dólar ocorreu em meio à expectativa dos investidores sobre o desempenho da economia dos Estados Unidos. Os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA tiveram forte alta na semana passada, enquanto as vendas no varejo avançaram 0,7 por cento em novembro, de acordo com relatórios divulgados nesta quinta-feira. Os dados dão sinais mistos sobre o futuro da política monetária norte-americano.

"Houve dois momentos após a divulgação dos números dos EUA: primeiro, o dólar arriscou uma alta mais forte e depois, perdeu um pouco de fôlego", afirmou o operador da corretora Intercam Glauber Romano.

O Fed se reúne na próxima semana e, na mesa, estará a possibilidade de diminuir o montante de 85 bilhões de dólares que são comprados mensalmente em títulos da dívida e hipotecários para estimular a maior economia do mundo. Apesar de a maioria de economistas acreditar que a redução ocorrerá apenas em março, cresceram as apostas para uma mudança em dezembro.   Continuação...