Exportador de grãos descarta novo prejuízo bilionário com logística em 2014

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013 18:15 BRST
 

Por Gustavo Bonato

SÃO PAULO, 12 Dez (Reuters) - Exportadores brasileiros de grãos projetam que o escoamento da safra que está começando não traga os prejuízos registrados em 2013, da ordem de 2,5 bilhões de dólares, com o mercado de fretes mais estabilizado em 2014 e os negócios antecipados com produtores já incorporando o custo mais alto com transporte.

As perdas do setor exportador neste ano, que incluem elevação não esperada dos fretes rodoviários e multas com o atraso dos navios nos portos (demurrage), foram calculadas nesta quinta-feira pela Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec), que reúne as grandes companhias do setor da soja e do milho.

As empresas sofreram ao longo de 2013 porque tiveram que honrar os pagamentos acertados antecipadamente com os produtores, com uma alta não prevista nos fretes.

As companhias de transporte subiram seus preços após a entrada em vigor, no fim de 2012, da chamada Lei dos Caminhoneiros, que restringe o número de horas viajadas e reduz a oferta de frete.

"Pegou todo mundo de calça curta, feio. Foi uma cacetada muito grande", disse o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Carlo Lovatelli, em encontro com jornalistas.

Para o escoamento da nova safra, que começa no primeiro trimestre de 2014, as empresas estimam que os preços de frete ficarão estáveis.

"Acho que não tem espaço para subir mais... Subiram no início do ano de 2013. Dali para cá já foi internalizado esse aumento do frete", afirmou Fábio Trigueirinho, secretário-geral da Abiove.

Para o presidente da Anec, Sérgio Mendes, apesar de um 2014 sem expectativa de grandes mudanças nos custos logísticos, os exportadores estão tensos neste período.   Continuação...