CENÁRIOS-Operadoras de celular preveem alta nos pagamentos móveis no Brasil

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013 11:34 BRST
 

Por Luciana Bruno

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Com o recorde de vendas de smartphones e a recente regulamentação do Banco Central sobre pagamentos móveis, operadoras de telefonia preparam o lançamento do serviço de carteiras digitais e a expansão de seus produtos de contas pré-pagas no início de 2014.

No Brasil, todas as operadoras têm algum tipo de experiência com os chamados "mobile payment". Contudo, o modelo adotado, inspirado em países da África, é o da conta-corrente pré-paga, que utiliza o celular como cartão de débito, e que tem a população não bancarizada -estimada em 55 milhões de pessoas- como público-alvo.

A Vivo, da Telefônica Brasil, e a Claro já lançaram produtos desse tipo e projetam expandi-los para o país inteiro, segundo executivos das operadoras, prevendo que em 2014 também já será possível fazer transferências entre contas de empresas concorrentes.

A Vivo, que atualmente está presente em 80 cidades com 200 mil clientes de seu serviço Zuum, lançado em 2012 em parceria com a Mastercard, prevê chegar ao país inteiro no início do próximo ano e superar 1 milhão de clientes, segundo Maurício Romão, diretor de produtos digitais da operadora.

"Estamos trabalhando com os consumidores a cultura de se acostumar a depositar o dinheiro", disse Romão.

O Brasil foi o primeiro país em que a Telefónica lançou o produto, que seguirá para Peru, Argentina e México.

O modelo da conta pré-paga surgiu em países da África onde a bancarização é quase inexistente. Segundo Romão, no Quênia, grande parte da população usa o serviço, disponibilizado há cinco anos pela operadora Safaricom.

O executivo atribui a demora de massificar o produto no Brasil ao fato de que inicialmente bancos e operadoras não tinham clareza sobre qual papel teriam nas transações móveis. "De uns quatro anos para cá, essa conversa aconteceu e cada um entendeu o seu papel", disse, acrescentando que nesse período surgiram novas tecnologias que tornaram as operações mais seguras.   Continuação...