Sob Bachelet, Chile se aproximará do Brasil e priorizará menos os conservadores

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013 13:54 BRST
 

Por Rosalba O'Brien

SANTIAGO, 16 Dez (Reuters) - O Chile, sob a administração da sua próxima presidente, a política de centro-esquerda Michelle Bachelet, deve dar menos prioridade às relações com os governos mais conservadores da América Latina e se aproximar mais do Brasil e de outros países mais à esquerda na região.

A ex-presidente Bachelet vai reassumir o poder em março, substituindo o atual presidente chileno, Sebastián Piñera, de centro-direita, depois de ter vencido a candidata governista, Evelyn Matthei, nas eleições deste domingo.

O Chile não deve fazer mudanças radicais sob Bachelet. O país terá que lidar com os desdobramentos da decisão, prevista para 2014, da Corte Internacional de Justiça em Haia sobre uma disputa marítima com o vizinho Peru.

No entanto, não há indicação de que o país sairá da Aliança do Pacífico, um bloco comercial estimulado por Piñera, que também inclui México, Colômbia e Peru, países mais orientados para a economia de mercado.

A preocupação do lado de Bachelet é que o Chile construiu esses laços em detrimento das relações com governos mais à esquerda, especialmente o peso-pesado regional Brasil e a vizinha Argentina.

Isso é algo que Bachelet quer resolver.

"Valorizamos os esforços para a integração da Aliança do Pacífico, mas vamos assegurar que a nossa participação no bloco não vá de encontro a outros projetos de integração na região", diz o manifesto de campanha de Bachelet.

"O Chile diminuiu a sua presença na região, e as relações com os seus vizinhos são problemáticas. Uma visão comercial foi imposta sobre nossos laços na América Latina."   Continuação...

 
Presidente Dilma Rousseff conversa com Michelle Bachelet, então diretora-executiva da ONU Mulheres, durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília. Dilma parabenizou nesta segunda-feira a presidente eleita do Chile, Michelle Bachelet, pela vitória na eleição de domingo, e afirmou que a mudança no governo chileno vai ampliar as relações entre os dois países. 15/12/2011 REUTERS/Ueslei Marcelino