CCR vence leilão da BR-163 no Mato Grosso do Sul com deságio de 52,74%

terça-feira, 17 de dezembro de 2013 12:56 BRST
 

SÃO PAULO, 17 Dez (Reuters) - A CCR venceu a disputa pela concessão do trecho da rodovia BR-163 no Mato Grosso do Sul com um deságio de 52,74 por cento sobre a tarifa máxima permitida pelo governo, em leilão realizado nesta terça-feira.

A empresa ofereceu tarifa de 0,04381 real por quilômetro, menos da metade do valor limite de 0,0927 real por quilômetro estipulado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

As ações da CCR negociadas na bolsa paulista subiam 1,83 por cento às 10h45, contra variação positiva de 0,34 por cento do Ibovespa no mesmo horário.

Os leilões de rodovias são parte do plano do governo Dilma Rousseff de melhorar a infraestrutura logística do país, um dos principais entraves para o crescimento econômico. A iniciativa também inclui a concessão de aeroportos, ferrovias e portos.

O deságio da proposta vencedora pela BR-163 no Mato Grosso do Sul ficou levemente acima do visto nos últimos três leilões de rodovias federais.

Seis grupos apresentaram ofertas na licitação desta manhã. A segunda melhor proposta foi apresentada pelo consórcio Rota do Futuro, liderado pela Ecorodovias, com deságio de 44,17 por cento.

A Odebrecht ofereceu deságio de apenas 8,50 por cento pela estrada no Mato Grosso do Sul. Um dos maiores grupos privados do Brasil, a Odebrecht era vista como uma das candidatas a vencer a disputa pelo trecho concedido nesta terça-feira, após ter obtido no fim de novembro a concessão da BR-163 no Mato Grosso, a rodovia da soja.

Também participaram do leilão da BR-163 no Mato Grosso do Sul as empresas Triunfo, Invepar e Queiroz Galvão.

Ainda em 2013, o governo leiloará a BR-040 (DF-GO-MG) no dia 27.

(Por Roberta Vilas Boas)

 
O caminhoneiro Geraldo dirige pela rodovia BR-163 em Lucas do Rio Verde. A CCR venceu a disputa pela concessão do trecho da rodovia BR-163 no Mato Grosso do Sul com um deságio de 52,74 por cento sobre a tarifa máxima permitida pelo governo, em leilão realizado nesta terça-feira. 28/09/2012 REUTERS/Nacho Doce