17 de Dezembro de 2013 / às 18:08 / 4 anos atrás

Petroleira de Eike prevê pico de 30 mil barris para Tubarão Martelo

RIO DE JANEIRO, 17 Dez (Reuters) - A produção de petróleo da Oléo e Gás em Tubarão Martelo, único campo em operação da petroleira de Eike Batista, atingirá um pico de 30 mil barris diários quando todos os poços previstos estiverem conectados à plataforma.

Quatro dos sete poços previstos pela ex-OGX para alimentar a produção do campo localizado na Bacia de Campos estarão produzindo até maio do próximo ano, com dois já em operação, afirmou nesta terça-feira o diretor-presidente da petroleira, Paulo Narcélio, durante evento com investidores na sede da companhia.

A endividada companhia, em processo de recuperação judicial, tem evitado divulgar estimativas de volumes e prazos de produção de petróleo. Nesta linha, tanto o CEO como outros executivos presentes ao evento se recusaram a informar quanto o campo está produzindo atualmente, bem como projeções de quando estimam alcançar o pico de produção.

“Vamos evitar dar previsão de produção... vamos esperar o campo de Tubarão Martelo estabilizar a produção”, afirmou o executivo da companhia, castigada pelo mercado este ano após não cumprir promessas feitas no passado.

A ex-OGX informou no dia 6 de dezembro que começou a produzir em Tubarão Martelo, a partir de um poço. No dia 9, comunicou ao mercado a entrada em operação do segundo poço. A área é uma das poucas apostas de sobrevivência da empresa neste momento.

Para dar continuidade ao processo de aumento da produção, investimentos no terceiro e quarto poço já estão garantidos, disse o CEO.

O terceiro poço deverá produzir em abril, e o quarto poço tem previsão para maio, disse o gerente de reservatórios da empresa, Armando de Almeida Ferreira, durante o encontro com investidores e analistas no Rio de Janeiro.

Ele disse ainda que a empresa já furou seis poços dos sete que deverão produzir no campo.

RECEITA GARANTE

O diretor-presidente da petroleira afirmou que a sobrevivência da operação do campo de Tubarão Martelo, a partir da plataforma OSX3, da empresa irmã OSX, que também está em processo de recuperação judicial, poderá ser garantida partir da receita de petróleo.

“Previsões de retorno de caixa já existem”, afirmou, acrescentando que o aluguel da plataforma, com vencimento em janeiro, será honrado.

No começo de julho, a OGX anunciou a desistência de investir em alguns campos na Bacia de Campos antes considerados promissores.

Desde então, Tubarão Martelo é apontado como o principal ativo da companhia.

MUDOU DE IDEIA

Mas recentemente a companhia disse que estuda retomar a produção do campo de Tubarão Azul, após a agência reguladora se posicionar contrária à interrupção das operações.

Indagado sobre a mudança de avaliação da empresa em relação ao campo de Tubarão Azul, de inviável para viável economicamente, o presidente da empresa disse que isso dependerá da redução de custos, mais especificamente do custo do aluguel da plataforma.

OLIVA E ATLANTA

O bloco BS-4, que originou Atlanta e Oliva, terá um sistema de produção antecipado para extrair 25 mil barris inicialmente, disse a empresa nesta terça-feira.

Depois da implantação do sistema definitivo da área, estimado para 2018, a produção deverá alcançar 80 mil barris diários.

O volume será compartilhado com parceiros que possuem a concessão da área, operada pela Queiroz Galvão. A OGX comprou 40 por cento da concessão da Petrobras, no ano passado.

Segundo os executivos da OGX, a empresa e seus sócios estudam perfurar no pré-sal do bloco, que fica ao lado da gigantesca área de Libra, na Bacia de Santos.

Por Sabrina Lorenzi

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