17 de Dezembro de 2013 / às 20:03 / 4 anos atrás

Bovespa recua pressionada por Petrobras e à espera do Fed

SÃO PAULO, 17 Dez (Reuters) - O principal índice da Bovespa encerrou a terça-feira em queda, pressionado pelos papéis da Petrobras e enquanto investidores aguardam o desfecho da reunião do Federal Reserve, banco central norte-americano.

O Ibovespa recuou 0,38 por cento, a 50.090 pontos. O giro financeiro do pregão foi de 5,3 bilhões de reais.

O mercado permaneceu sem desviar a atenção da reunião do Fed, que anuncia sua decisão de política monetária na quarta-feira.

Nesta terça-feira, o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos informou que os preços ao consumidor no país ficaram inalterados em novembro.

“O indicador de inflação nos EUA, ainda que seja um indicativo interessante sobre o corte de estímulos, não trouxe nenhuma mudança. O viés continua sendo o de aguardar”, disse o analista William Alves, da XP Investimentos.

No cenário corporativo, ambas as ações da Petrobras ajudaram a arrastar para baixo o Ibovespa, depois de a preferencial da petroleira ter guiado o índice para cima na segunda-feira.

“Alguns analistas estão afirmando que há o risco de a companhia entrar em default nos próximos anos”, disse o analista Leandro Silvestrini, da Intrader, acrescentando que os ganhos das ações da companhia tendem a ter duração curta devido à cautela com a interferência do governo na estatal.

Para o analista sênior do BB Investimentos, Hamilton Alves, os papéis da Petrobras podem ter sido alvo de ajustes por parte de investidores com a aproximação do fim do ano.

“São uns três pregões ainda no ano para quem quer entrar ou sair de algum papel com alguma liquidez, quem quer tem que fazer logo”, disse Alves.

No outro sentido, CCR fechou no azul, depois de ter vencido o leilão do trecho da BR-163 no Mato Grosso do Sul com um deságio de 52,74 por cento sobre a tarifa máxima permitida na disputa promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Eletropaulo inverteu queda registrada mais cedo e fechou em forte alta. Nesta terça, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reconheceu parcialmente o pleito da empresa, que pede mudanças em itens do terceiro ciclo de revisão tarifária da empresa, o que significa uma elevação da base de remuneração líquida da distribuidora de energia de 4,4 bilhões para 4,67 bilhões de reais.

A Aneel também ordenou que a empresa restitua 626,05 milhões de reais a consumidores, mas a companhia pode recorrer da decisão.

Por Priscila Jordão; Reportagem adicional de Asher Levine

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