Desemprego no Brasil cai a 4,6% e volta à mínima, com menos pessoas em busca de emprego

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013 13:27 BRST
 

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO, 19 Dez (Reuters) - O desemprego brasileiro recuou mais do que o esperado em novembro, voltando à mínima histórica de 4,6 por cento, ao mesmo tempo em que o rendimento voltou a crescer.

Segundo informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o rendimento médio da população cresceu 2 por cento no mês passado, a 1.965,20 reais. Sobre novembro de 2012, a alta foi de 3,0 por cento.

A expectativa para o desemprego, indicada na mediana de 25 analistas consultados pela Reuters, era de taxa de 4,9 por cento em novembro, com as estimativas variando entre 4,8 e 5,2 por cento.

O baixo nível de desemprego vem se mantendo ao longo deste ano apesar da fraqueza da economia, favorecendo o desempenho do consumo no país e o setor de serviços. Entretanto, a repetição do recorde em novembro não demonstra claramente melhora no mercado de trabalho, segundo o IBGE.

Isso porque ela se deveu ao grande número de pessoas que deixou de procurar trabalho, partindo para a inatividade, que cresceu 0,8 por cento em novembro ante o mês anterior (148 mil trabalhadores). Em relação a novembro de 2012, o aumento foi de 4,5 por cento, o maior da série histórica do IBGE, que começou em 2002.

"A taxa (recorde) não mostra exuberância do mercado de trabalho ou que a fila de desemprego foi reduzida. Temos que aguardar o mês que vem para ver o que aconteceu", disse o pesquisador do IBGE Cimar Azeredo. "Não é um sinal de mercado favorável."

O IBGE informou ainda que os inativos somaram em novembro cerca de 18,5 milhões de pessoas nas seis regiões metropolitanas, sendo que a minoria --aproximadamente 1,7 milhão-- estava disposta a trabalhar.

"Em sua maioria são mulheres, jovens em idade escolar ou universitários de famílias de maior renda e idosos que podem se dar ao direito de não trabalhar", destacou Pereira.   Continuação...

 
Funcionários trabalham na linha de montagem da Positivo, a maior fabricante brasileira de computadores, em Curitiba. O desemprego brasileiro recuou mais do que o esperado em novembro, voltando à mínima histórica de 4,6 por cento, ao mesmo tempo em que o rendimento voltou a crescer. 25/09/2009 REUTERS/Cesar Ferrari