19 de Dezembro de 2013 / às 19:54 / 4 anos atrás

Em ajuste pós-Fed, Bovespa salta mais de 2%

SÃO PAULO, 19 Dez (Reuters) - O principal índice da Bovespa fechou em seu maior nível em mais de duas semanas nesta quinta-feira, com o mercado se ajustando à decisão do banco central dos Estados Unidos de reduzir o ritmo de suas compras de ativos para 75 bilhões de dólares ao mês.

O Ibovespa avançou 2,12 por cento, a 51.633 pontos. O giro financeiro do pregão foi de 5,2 bilhões de reais. Somente seis das 72 ações do índice recuaram.

Na véspera, depois do fechamento das negociações na Bovespa, o Federal Reserve anunciou o primeiro corte em seu programa de apoio à economia norte-americana, sinalizando melhora na perspectiva para a economia e o mercado de trabalho.

O Fed também sugeriu que a principal taxa de juros dos EUA continuará baixa por mais tempo que o prometido.

“A esperada decisão... agradou o mercado, que considerou a retirada dos 10 bilhões de dólares a partir de janeiro um bom sinal de que as medidas acontecerão de forma gradual, sem assustar os investidores”, afirmaram analistas da Planner, em relatório.

“O fato de o governo norte-americano não ter alterado a taxa de juros ameniza também o risco de fuga dos investidores dos mercados emergentes”, completaram.

Especialistas afirmaram ainda que a decisão do Fed de cortar os estímulos remove um importante elemento de incerteza do mercado.

Assim, o Ibovespa se ajustou nesta sessão à alta dos mercados norte-americanos na véspera, quando atingiram novas máximas históricas.

No lado corporativo, Petrobras e Vale deram os maiores impulsos ao Ibovespa.

Ações de siderurgia como Usiminas e CSN também subiram forte. Fontes afirmaram à Reuters que a Usiminas negocia um aumento de preços junto a distribuidoras em janeiro, que, segundo uma delas, pode ser de 6 por cento em média. A CSN também está tentando implementar um ajuste, disseram as fontes.

Eletropaulo teve novamente a maior alta do Ibovespa, depois de registrar forte alta nos últimos dois pregões.

A ação da distribuidora de energia teve valorização de 16,94 por cento na quarta, em meio à cobertura de posições vendidas de investidores. Na terça, o papel também subiu, depois de decisões da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) sobre a revisão tarifária e indenização a consumidores, esta última em condições melhores que as esperadas pelo mercado.

Os papéis da operadora Oi e da Prumo, ex-LLX, também apareceram entre as altas mais expressivas.

Por Priscila Jordão

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