19 de Dezembro de 2013 / às 19:59 / em 4 anos

Anglo American prevê licenças para Minas-Rio no 1o semestre de 2014

RIO DE JANEIRO, 19 Dez (Reuters) - O projeto de minério de ferro Minas-Rio, da Anglo American, está 82 por cento concluído, com perspectivas de obtenção de licenças de operação no primeiro semestre do próximo ano, informou a empresa nesta quinta-feira.

O empreendimento de 8,8 bilhões de dólares, que teve seus custos elevados em meio a atrasos em licenciamentos, deve ter o primeiro embarque de minério realizado no final de 2014, reiterou a companhia, em linha com suas últimas estimativas.

A empresa iniciou em novembro processo de obtenção das licenças de operação para mina e beneficiamento; mineroduto; linha de transmissão e porto.

“Os avanços na construção e na preparação para a operação do Minas-Rio em 2013 foram significativos... com a convicção de que entregaremos o Minas-Rio de uma forma segura e responsável no final de 2014”, disse Paulo Castellari, presidente da Unidade de Negócio Minério de Ferro Brasil da Anglo American, em nota.

Durante o segundo semestre de 2013, em sua fase de pico, as obras do Projeto Minas-Rio contaram com mais de 20 mil trabalhadores em Minas Gerais e Rio de Janeiro, em mais de 120 frentes de obras.

Para o início das operações, cerca de dois mil empregos diretos e 3,3 mil indiretos serão criados.

Maior projeto mundial da Anglo, o Minas-Rio abrange uma mina de minério de ferro com planta de beneficiamento em Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas, em Minas Gerais; um mineroduto de 525 km de extensão que atravessa 32 municípios mineiros e fluminenses, além de um terminal de minério de ferro do Porto de Açu, no qual a Anglo American é parceira da Prumo, ex-LLX.

Em setembro, o presidente-executivo global da mineradora, Mark Cutifani, disse que tentava encontrar um parceiro com experiência para ser sócio no ativo.

O projeto de classe mundial possui recursos de 5,8 bilhões de toneladas, com vida útil que dependerá do ritmo de produção.

O Minas-Rio, adquirido do empresário Eike Batista pela Anglo em 2008, esbarrou em problemas de licenciamento, com ocorrência de sítios arqueológicos na região da mina, entre outros entraves.

Juntamente com outra mina de ferro no Amapá, a aquisição superou a cifra de 5 bilhões de dólares.

O principal desafio da empresa era levar adiante as obras do “mineroduto”, que atravessa diversas cidades.

O atraso no projeto e o aumento de custos foram os principais motivos para uma baixa contábil de 4 bilhões de dólares no balanço da mineradora em 2012.

Reportagem de Sabrina Lorenzi

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below