BC vê PIB crescendo menos em 2013 e inflação perto de 6%

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013 11:02 BRST
 

Por Patrícia Duarte

SÃO PAULO, 20 Dez (Reuters) - O Banco Central reduziu nesta sexta-feira a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deste ano a 2,3 por cento, ante 2,5 por cento previstos até então e manteve a indicação de que a atividade não vai acelerar em 2014, ao mesmo tempo em que praticamente não mudou sua perspectiva para a inflação em 2013 e 2014.

Mas, ao manter no Relatório Trimestral de Inflação publicado nesta manhã importantes expressões sobre política monetária que tem usado, o BC deixou em aberto seus próximo passos, na avaliação de especialistas.

"As estimativas indicam que o ciclo (de aperto) está próximo do fim, que não vai muito além. Mas não sabemos quando exatamente vai parar. O Banco Central deixou as portas abertas", afirmou o economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luis Otávio Leal.

No relatório de inflação, o BC manteve sua expectativa para o IPCA deste ano em 5,8 por cento pelo cenário de referência, que já leva em consideração a Selic a 10 por cento. Para 2014, houve pequena redução na estimativa, que passou a 5,6 por cento, ante 5,7 por cento, e calcula que em 2015, o indicador crescerá 5,4 por cento.

O BC voltou a repetir que os efeitos da política monetária nos preços ocorre com "defasagens" e que "deve se manter especialmente vigilante, de modo a minimizar riscos de que níveis elevados de inflação, como o observado nos últimos doze meses persistam no horizonte relevante".

A inflação em níveis persistentemente altos vem dificultando os esforços do governo para impulsionar a economia, que no terceiro trimestre encolheu 0,5 por cento, no pior desempenho desde o primeiro trimestre de 2009, abalada principalmente pela queda dos investimentos.

Agora, o BC prevê que o PIB acrescerá 2,3 por cento em quatro trimestres até o terceiro trimestre de 2014, sinalizando que a economia brasileira não deve ganhar fôlego. No documento de setembro, a estimativa para até o segundo trimestre era de expansão de 2,5 por cento.

A meta de inflação do governo é de 4,5 por cento pelo IPCA, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou menos. Em dezembro, o IPCA-15 --prévia da inflação oficial-- surpreendeu ao acelerar a alta mensal a 0,75 por cento, fechando o ano em 5,85 por cento.   Continuação...

 
Funcionário checa cédulas de real durante visita de imprensa à Casa da Moeda do Brasil, no Rio de Janeiro. O Banco Central reduziu nesta sexta-feira a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deste ano a 2,3 por cento, ante 2,5 por cento previstos até então e manteve a indicação de que a atividade não vai acelerar em 2014, ao mesmo tempo em que praticamente não mudou sua perspectiva para a inflação em 2013 e 2014. 23/09/2012. REUTERS/Sergio Moraes