Ministro do Petróleo saudita diz que mercado teme escassez

sábado, 21 de dezembro de 2013 16:07 BRST
 

DOHA, 21 Dez (Reuters) - Preocupações com os suprimentos fizeram com as dinâmicas de preço no mercado do petróleo mudassem nos últimos dias, disse o ministro do Petróleo saudita neste sábado.

"Vocês viram o que aconteceu nos últimos três dias? O mercado foi de uma expectativa de preços futuros menores para maiores, porque as pessoas estão esperando uma escassez", disse Ali al-Naimi aos repórteres nos bastidores de uma reunião da Organização de Países Exportadores de Petróleo Árabes (OAPEC na sigla em inglês) em Doha.

O ministro do Petróleo minimizou qualquer sugestão de que o reinado esteja pronto para reduzir a produção para acomodar o fornecimento ampliado de outros membros da OPEP (Organização de Países Exportadores de Petróleo).

"Por favor não falem sobre cortes - não há cortes", disse. "Sabem por que digo isso? Porque vocês dizem ‘se', então não falem de possibilidades", argumentou.

Os sauditas mantiveram a produção estável em cerca de 9,7 milhões de barris por dia em outubro e novembro. Mais cedo neste mês, membros da OPEP concordaram em aderir a uma meta de 30 milhões de barris por dia. Mas sem cotas individuais por país, descartadas no ano passado, isso não pode ser controlado.

Vários membros pediram que a Arábia Saudita reduza sua produção para levar o fornecimento total da OPEP para a margem de 30 milhões de barris por dia e defender um preço de 100 dólares por barril de petróleo cru.

Tanto Iraque como Irã, segundo e terceiro maiores produtores da OPEP, atrás da Arábia Saudita, opuseram-se a contribuir para uma redução coletiva se uma for necessária no ano que vem.

Nesse caso, os sauditas podem ter que reduzir a distribuição para 9 milhões de barris por dia até meados de 2014. Naimi se recusou a comentar essa possibilidade.

(Reportagem de Amena Bakr)

 
o ministro do Petróleo da Arábia Saudita, Ali al-Naimi, durante evento no Catar em 2006. Neste sábado, o ministro afirmou que o mercado teme escassez de petróleo no país. 19/10/2006 REUTERS/Fadi al-Assaad