22 de Dezembro de 2013 / às 15:47 / em 4 anos

FMI diz que vai elevar previsão de crescimento econômico dos EUA

A chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, no Parlamento da União Européia, em Bruxelas. Neste domingo, Lagarde disse que a economia dos EUA vai crescer em um ritmo mais rápido no próximo ano. 10/12/2013 REUTERS/Francois Lenoir

WASHINGTON, 22 Dez (Reuters) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a economia dos Estados Unidos vai crescer a um ritmo mais rápido no próximo ano, devido aos dados econômicos positivos e a alguns sinais de comprometimento no Congresso, disse a chefe do FMI, Christine Lagarde, neste domingo.

Lagarde também elogiou a comunicação feita na semana passada pelo Federal Reserve, o banco central dos EUA, da decisão de começar a reduzir a política de estímulo monetário.

“O crescimento está pegando”, disse Lagarde em entrevista à NBC. “E o desemprego está caindo. Então, tudo isso nos dá uma perspectiva muito mais forte para 2014, o que nos leva a subir nossa previsão.”

O FMI divulgou em outubro previsão de crescimento da economia dos EUA de 2,6 por cento em 2014, após crescimento de 1,6 por cento este ano. Na época, Lagarde alertou que o fracasso do Congresso em elevar o teto de endividamento dos EUA poderia atingir não apenas os Estados Unidos, mas o restante da economia global.

O Congresso aprovou um acordo orçamentário na semana passada que reduz o risco de uma paralisação do governo norte-americano por dois anos. Mas a legislação não evita um possível default da dívida norte-americana se o Congresso não elevar o teto de endividamento federal.

O governo do presidente Barack Obama já alertou que pode ficar sem recursos para pagar suas contas em fevereiro se os parlamentares não aumentarem a capacidade de obtenção de dívida.

“O acordo orçamentário que foi fechado no fim do ano é um sinal muito bom de... responsabilidade”, disse Lagarde neste domingo.

“Eu certamente espero que em fevereiro o Congresso seja igualmente responsável e não ameace a recuperação com mais um debate sobre se os EUA vão honrar ou dar calote”, acrescentou.

Reportagem de Anna Yukhananov

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