Relatório interno da Agência de Proteção Ambiental dos EUA questiona caso no Texas

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013 18:03 BRST
 

WASHINGTON (Reuters) - A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA, na sigla em inglês) foi criticada em um relatório interno por retirar a acusação de que a companhia Range Resources Corp estava poluindo água potável enquanto utilizava uma técnica conhecida como "fracking" para aumentar a extração de gás natural.

A Range utiliza a técnica de fracking em Parker County, Texas, onde um proprietário se queixou, em agosto de 2010, de que ele conseguia atear fogo na sua água potável.

Seis senadores americanos tinham pedido ao setor de vigilância interna da agência para avaliar uma decisão de 2012 de retirar uma ordem que tinha forçado a Range a fornecer água potável aos moradores e parar a contaminação.

A EPA revogou essa ordem em março daquele ano, depois de uma ação legal impetrada pela empresa.

A decisão estava de acordo com as suas próprias regras, segundo o relatório, mas a agência deveria ter sido mais dura com a empresa e mais crítica em relação aos dados que usou.

Testes de 20 poços próximos ao local de perfuração deveriam ter sido realizados de forma mais abrangente e a EPA deveria ter se esforçado mais para se certificar que confiava nas informações da Range. O relatório emitiu uma série de recomendações formais para a agência, que a EPA já concordou em acatar.

Durante o "fracking" as empresas bombeiam grandes quantidades de areia e água misturadas a produtos químicos no subsolo para liberar petróleo e gás natural. Os ambientalistas dizem que isso pode poluir a água e o ar.

O relatório, que foi divulgado na noite de terça-feira, era datado de 20 de dezembro.

(Por Douwe Miedema)