Draghi não vê necessidade urgente de mais cortes em taxas

sábado, 28 de dezembro de 2013 15:35 BRST
 

BERLIM, 28 Dez (Reuters) - O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, não vê uma necessidade urgente para mais cortes na principal taxa de juros da zona do euro e também nenhum sinal de deflação, ele disse em uma entrevista publicada neste sábado.

Embora a crise da zona do euro ainda não tenha sido vencida, existem muitos sinais encorajadores incluindo as recuperações econômicas em alguns países, suavizando os desequilíbrios comerciais e diminuindo os déficits orçamentários, afirmou ele.

"Isso é mais do que teríamos esperado no ano passado", ele disse à revista alemã Spiegel.

Questionado sobre mais cortes de taxas de juros depois que o BCE cortou sua principal taxa de refinanciamento a uma baixa recorde de 0,25 por cento em novembro, Draghi declarou: "no momento não vemos necessidade de qualquer ação urgente".

No entanto, o italiano de 66 anos que lidera o BCE desde 2011 disse que não é "normal ou saudável" que as taxas reais de juros, as taxas que os poupadores recebem após considerar a inflação, sejam negativas.

"Em alguns países elas são negativas, em outros positivas - até mesmo altas demais. Estamos muito atentos aos riscos desta fragmentação".

Os riscos de bolhas de ativos como em alguns mercados imobiliários da Europa ou o risco de preços em queda são limitados, ele acrescentou.

"Não estamos vendo qualquer deflação no momento... mas devemos tomar cuidado para não termos a inflação travada permanentemente abaixo de 1 por cento e então entrarmos na zona de perigo".

(Por Alexandra Hudson)

 
O presidente do BCE, Mario Draghi, chega para audiência do Comitê de Assuntos Econômicos e Monetários do Parlamento Europeu, em Bruxelas. Draghi não vê uma necessidade urgente para mais cortes na principal taxa de juros da zona do euro e também nenhum sinal de deflação, ele disse em uma entrevista publicada neste sábado. 16/12/2013 REUTERS/Francois Lenoir