29 de Dezembro de 2013 / às 15:47 / 4 anos atrás

Premiê turco diz que tentativas de derrubá-lo irão fracassar

O primeiro-ministro turco Tayyip Erdogan discursa para apoiadores em sua chegada ao aeroporto de Ataturk. Erdogan jurou neste domingo que irá sobreviver a crises de corrupção que rondam seu gabinete, dizendo que aqueles que buscam sua saída irão fracassar, assim como os protestos em massa contra o governo em meados deste ano. 27/12/2013 REUTERS/Osman Orsal

ISTAMBUL, 29 Dez (Reuters) - O Primeiro-ministro turco Tayyip Erdogan, jurou neste domingo que irá sobreviver a crises de corrupção que rondam seu gabinete, dizendo que aqueles que buscam sua saída irão fracassar, assim como os protestos em massa contra o governo em meados deste ano.

Erdogan, que diz que o escândalo é uma trama internacional, acusou seus opositores de não ligar para corrupção mas sim em prejudicar o poder na Turquia, que se transformou economicamente sob sua liderança de 11 anos.

Na sexta-feira, milhares de turcos que pediam sua renúncia entraram em confronto com a polícia de choque no centro de Istambul. O problema lembrou protestos em meados de 2013, que começaram por planos de desenvolvimento do parque Gezi da cidade, mas se ampliaram em denúncias de autoritarismo sob o comando do partido de Erdogan de raízes islâmicas AK.

Erdogan, que está em turnê pela Turquia para angariar apoio antes das eleições locais em março, desafiou seus acusadores sobre a detenção de três filhos de ministros e do chefe da estatal Halkbank suspeitos de corrupção no início deste mês.

“Eles disseram ‘Gezi’ e quebraram janelas. Agora eles dizem ‘corrupção’ e quebram janelas. Essas conspirações não serão bem-sucedidas”, disse ele a uma multidão na província ocidental de Manisa. “A preocupação não é a corrupção, a lei ou justiça. Sua única preocupação é prejudicial poder desta nação.”

O governo de Erdogan expurgou cerca de 70 investigadores de polícia envolvidos no caso e um funcionário do AK disse que as eleições nacionais poderiam ser adiadas para 2015 se a crise persistisse.

Por Seda Sezer e Dan Williams

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