January 1, 2014 / 4:48 PM / in 4 years

UE tenta acalmar temores sobre imigração de búlgaros e romenos

2 Min, DE LEITURA

Romenos carregam as bagagens para voo com destino ao aeroporto de Heathrow, na Grã-Bretanha, no aeroporto internacional de Otopeni, perto de Bucareste, 1º de janeiro de 2014. A União Europeia tentava acalmar temores em países como Grã-Bretanha, França e Alemanha de que eles possam receber um fluxo massivo de romenos e búlgaros após a suspensão de restrições nesta quarta-feira, uma mudança que pode dar força ao sentimento de oposição a imigrantes na Europa.Bogdan Cristel

Por Adrian Croft

BRUXELAS, 1 Jan (Reuters) - A União Europeia tentava acalmar temores em países como Grã-Bretanha, França e Alemanha de que eles possam receber um fluxo massivo de romenos e búlgaros após a suspensão de restrições nesta quarta-feira, uma mudança que pode dar força ao sentimento de oposição a imigrantes na Europa.

A partir deste 1o de janeiro, sete anos após seus países entrarem na UE, búlgaros e romenos estão livres para viver e trabalhar em qualquer parte do bloco de 28 nações sem ter que solicitar permissões de trabalho.

A mudança, longamente planejada, deixou alarmados países mais ricos da UE, onde políticos de direita e veículos da mídia estão dizendo às pessoas para se preparar para uma enxurrada de europeus do sul que poderiam tomar vagas de trabalho dos locais, sobrecarregar serviços públicos e aproveitar-se do estado do bem estar social.

"Benefícios da Grã-Bretanha, aí vamos nós! O medo com o início do fluxo de imigração", diz uma manchete na capa do tabloide Daily Express nesta quarta-feira.

Antes das eleições para o Parlamento Europeu em maio, os temores favorecem o discurso de partidos de direita como o francês Frente Nacional, o holandês Partido da Liberdade e o britânico Partido da Independência da Grã-Bretanha.

Buscando acalmar o debate, o comissário do emprego da UE, Lazlo Andor, disse que já há mais de 3 milhões de búlgaros e romenos vivendo em outros países do bloco, acrescentando que o fim das restrições não deve levar a qualquer aumento.

"Acredito firmemente que restringir o livre movimento de trabalhadores europeus não é a solução para o alto desemprego ou para a crise", disse.

Reportagem adicional de Estelle Shirbon

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