Balança comercial brasileira fecha 2013 com pior resultado desde 2000

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014 20:09 BRST
 

Por Leonardo Goy

BRASÍLIA, 2 Jan (Reuters) - O Brasil registrou em 2013 o pior resultado da balança comercial em mais de uma década, com redução de quase 90 por cento do superávit em relação ao ano anterior, por conta do aumento das importações e queda nas exportações.

Depois de 11 meses registrando déficits no acumulado do ano, a balança comercial encerrou 2013 com superávit 2,561 bilhões de dólares, impulsionado pelo resultado acima das expectativas em dezembro. Foi o pior resultado comercial desde 2000, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Em 2012, o saldo tinha sido positivo em 19,4 bilhões de dólares.

Apesar de avaliar que há fatores que podem reverter o quadro de deterioração da balança nos próximos anos, como um câmbio mais favorável, o governo está cauteloso em relação a 2014, limitando-se a prever apenas que as exportações deverão exibir neste ano desempenho semelhante ao dos últimos dois ou três anos.

As exportações brasileiras em 2013 somaram 242,178 bilhões de dólares, queda de 1 por cento ante 2012, enquanto as importações subiram 6,5 por cento pela média por dia útil, para 239,617 bilhões de dólares.

"As exportações estão boas e nas importações você tem um crescimento, mas que dado pela característica de estar concentrado em produtos para investimentos, acho que temos uma boa notícia", disse secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Daniel Godinho.

O governo espera que a partir deste ano comece a haver também uma redução no déficit da conta petróleo, que saltou para 20,277 bilhões de dólares em 2013, ante déficit de 5,379 bilhões de dólares em 2012.

O resultado negativo na conta petróleo em 2013 pode ser explicado, segundo o secretário, pela queda na produção interna de petróleo e derivados, decorrente da manutenção de plataformas e refinarias; e pelo aumento do consumo interno, impulsionado pelo crescimento da frota e acionamento ao longo de quase todo o ano de usinas termelétricas.

"A expectativa (para 2014) é de aumento da produção de petróleo e, com isso, uma redução do déficit da conta petróleo. O movimento começa em 2014, mas não posso dizer qual será a velocidade", disse Godinho.   Continuação...